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BTC/Gold ratio bottoming out may have occurred in February: Mercado Bitcoin report analysis
No mundo dos ativos criptográficos, as diferentes “medidas” de valor revelam perspetivas de mercado completamente distintas. Quando a maioria dos investidores avalia o preço do Bitcoin em dólares, um ativo mais antigo de “reserva de valor” — o ouro — torna-se numa nova lente para entender a posição do ciclo do Bitcoin. O mais recente relatório da maior bolsa de criptomoedas do Brasil, Mercado Bitcoin, indica que, avaliado em ouro, o fundo histórico do Bitcoin pode ter ocorrido em fevereiro de 2026. Esta visão desafia a perspetiva tradicional baseada no dólar e oferece uma nova dimensão de observação, apoiada por dados históricos, para o atual sentimento de mercado em baixa.
Porque é que a avaliação em ouro revela diferentes ciclos de mercado?
Em dólares, o pico do Bitcoin ocorreu em outubro de 2025, por volta de 126.000 dólares. No entanto, ao trocar a unidade de avaliação para ouro, o eixo temporal desloca-se: a relação BTC/ouro atingiu o pico mais cedo, em janeiro de 2025. A principal razão é a forte variação do preço do ouro. Desde início de 2025, impulsionado por compras de ouro por bancos centrais, conflitos geopolíticos e incerteza fiscal em grandes economias, o cotado do ouro subiu continuamente, ultrapassando os 5.000 dólares por onça no início de 2026.
Esta divergência resulta numa consequência importante: apesar do preço do Bitcoin em dólares estar relativamente alto face a mínimos históricos, a sua capacidade de comprar ouro (relação BTC/ouro) tem vindo a diminuir há 14 meses. Esta desconexão — “resistência ao dólar, fraqueza na avaliação de ativos físicos” — reflete a verdadeira direção do fluxo de capitais macroeconómicos: quando a incerteza global aumenta, o capital prefere o ouro, uma reserva de valor com milhares de anos, em vez de ativos digitais com pouco mais de uma década.
Qual é o mecanismo principal por trás da relação BTC/ouro?
O principal motor da variação da relação BTC/ouro é a mudança macroeconómica entre “procura de proteção” e “preferência de risco”. Rony Szuster, responsável de investigação da Mercado Bitcoin, explica que desde início de 2026, tensões comerciais globais, conflitos geopolíticos e debates políticos nos EUA elevaram o índice de incerteza mundial. Nesse contexto, o ouro, como ativo de proteção final, tornou-se mais atrativo, atraindo fluxos de capital, enquanto o Bitcoin, mais volátil, mostra-se como um ativo de risco elevado, com saída de fundos.
Esta movimentação de capitais é especialmente visível no mercado de ETFs. Desde novembro de 2025, os ETFs de Bitcoin físico tiveram uma saída de cerca de 7,8 mil milhões de dólares, representando aproximadamente 12% do total sob gestão. Isto indica que, perante a incerteza, os fundos macro de curto prazo que entraram via ETFs estão a sair, preferindo ouro ou outros ativos tradicionais de proteção. Esta mudança de fluxo de capitais faz com que a relação BTC/ouro diminua.
Que custos de mercado advêm desta divergência?
A forte divergência entre Bitcoin e ouro impacta a narrativa do “ouro digital”. Quando os seus preços se afastam por mais de um ano, o mercado começa a questionar a verdadeira natureza do Bitcoin: será uma reserva de valor a longo prazo semelhante ao ouro ou um ativo de risco com alta sensibilidade à liquidez macro? Os dados atuais apontam para a segunda hipótese. Análises da CoinDesk mostram que, nos últimos ciclos de um e cinco anos, o retorno do ouro superou o do Bitcoin, uma mudança estrutural que desafia a narrativa de escassez do Bitcoin, especialmente para investidores que a defendem há anos.
Além disso, esta divergência altera a psicologia dos investidores. Muitos que avaliam as posições em dólares podem não perceber que o poder de compra do seu ativo (medido em ouro) está a diminuir. Esta perda implícita reduz a disposição de manter posições a longo prazo, mas também pode gerar uma apatia ou inação na zona de fundo, dificultando a formação de novos impulsos de compra para uma reversão de tendência.
O que significa tudo isto para o cenário atual?
Apesar da relação BTC/ouro estar em baixa, esta situação está a criar novas dinâmicas de mercado. Primeiro, os “baleias” institucionais estão a adotar estratégias contrárias. Enquanto os investidores de retalho fogem por medo, grandes investidores de longo prazo veem este intervalo como uma oportunidade de acumulação. O relatório refere que fundos soberanos de Abu Dhabi, como Mubadala e Al Warda, aumentaram posições em ETFs de Bitcoin físico em meados de fevereiro de 2026, aproveitando o pânico do mercado para construir posições estratégicas.
Segundo, indicadores técnicos extremados sugerem uma pressão de retorno à média. Analistas notam que o RSI semanal da relação BTC/ouro atingiu níveis mínimos históricos, semelhantes aos de 2015, 2018 e 2022, momentos que precederam longos períodos de alta de mais de um ano. Do ponto de vista estatístico, valores extremos indicam o esgotamento da tendência atual e o nascimento de um novo ciclo.
Como poderá evoluir no futuro?
Com base na análise de ciclos históricos, a Mercado Bitcoin apresenta um cenário claro: se os padrões se repetirem, o fundo do Bitcoin avaliado em ouro terá ocorrido em fevereiro de 2026, com uma recuperação possivelmente a partir de março. Esta previsão assenta na experiência de que os ciclos de baixa duram normalmente entre 12 a 14 meses, e, desde o pico de janeiro de 2025, esse período encaixa-se perfeitamente até fevereiro de 2026.
Contudo, a evolução futura não será uma mera repetição do passado. É provável que o Bitcoin e o ouro passem de uma relação de “balança” para uma dinâmica de “duas forças principais”. Se a liquidez global se flexibilizar nos próximos meses, o Bitcoin, devido à sua maior volatilidade, poderá recuperar muito mais rapidamente do que o ouro, acelerando a relação BTC/ouro. Além disso, a introdução de ETFs de Bitcoin físico e a maior participação de instituições podem reforçar a narrativa de armazenamento de valor digital, criando uma relação complementar, e não de oposição, ao ouro.
Riscos e limitações potenciais
É importante reconhecer que a avaliação do fundo com base na relação tem limitações. Primeiro, a incerteza macroeconómica. Tensões geopolíticas e inflação persistente podem manter o ouro forte, fazendo a relação cair ou ser testada várias vezes. Segundo, o risco de falha na regularidade dos padrões históricos. Apesar dos 14 meses de baixa serem compatíveis com ciclos anteriores, o ambiente macro mudou, com ETFs altamente líquidos e taxas de juro complexas, podendo alterar o padrão. Por fim, o efeito de auto-realização e de reflexividade do mercado: se muitos investidores acreditarem que o fundo será em fevereiro e anteciparem compras, podem criar um fundo prematuro, dificultando uma tendência sustentada.
Resumo
O relatório da Mercado Bitcoin oferece uma perspetiva única, que vai além do padrão dólar: o Bitcoin avaliado em ouro pode já ter passado pelo seu período mais difícil. Esta conclusão baseia-se em dados históricos, fluxos macroeconómicos, comportamentos institucionais e indicadores técnicos extremos. Para os investidores, o momento atual pode não ser um abismo de desespero, mas sim uma fase em que, estatisticamente, estamos na zona de melhor oportunidade de preço médio. O verdadeiro desafio é manter a clareza na lógica, mesmo na presença do medo, e esperar pacientemente que o consenso do mercado se reforce novamente.
FAQ
O que é a relação BTC/ouro? Porque é importante?
A relação BTC/ouro indica quantos bitcoins se podem comprar com uma onça de ouro, ou seja, o preço do Bitcoin dividido pelo preço do ouro. É importante porque elimina o efeito da inflação ou desvalorização do dinheiro fiduciário, medindo diretamente o poder de compra do Bitcoin em relação ao ouro, uma reserva de valor tradicional. Assim, ajuda a entender em que fase do ciclo o Bitcoin se encontra.
Qual é a principal conclusão do relatório da Mercado Bitcoin?
O relatório indica que, dado que os ciclos de baixa do Bitcoin duram normalmente entre 12 a 13 meses e que o pico avaliado em ouro ocorreu em janeiro de 2025, o fundo potencial pode ocorrer em fevereiro de 2026, com recuperação a partir de março. Esta previsão refere-se à relação BTC/ouro, não ao preço em dólares.
Quais indicadores técnicos suportam a ideia de fundo?
Vários indicadores mostram condições extremas: o RSI semanal da relação BTC/ouro atingiu mínimos históricos, semelhantes aos de 2015, 2018 e 2022, momentos de fundo; a relação está muito abaixo da média móvel de 200 semanas; o Z-Score também indica que o Bitcoin está subavaliado face ao ouro.
O que os fundos institucionais estão a fazer?
O fluxo de capitais está a divergir. Por um lado, fundos macro de curto prazo estão a retirar-se, com cerca de 7,8 mil milhões de dólares saindo de ETFs de Bitcoin desde novembro de 2025. Por outro, investidores estratégicos, como fundos soberanos de Abu Dhabi, veem a queda como oportunidade de aumento de posições.
Quais são os principais riscos de identificar o fundo?
Riscos principais incluem: eventos geopolíticos ou de inflação inesperados que mantenham o ouro forte, invalidando a relação; falhas na validade dos padrões históricos devido a mudanças macroeconómicas; e uma psicologia de mercado excessivamente otimista ou pessimista, que pode dificultar a formação de um fundo sustentável. Os investidores devem agir com cautela e de acordo com o seu perfil de risco.