A CME prepara-se para lançar uma moeda digital própria enquanto expande a sua operação cripto sem interrupções

CME Group, a principal bolsa de derivados a nível mundial por volume de transações, acaba de anunciar a sua intenção de lançar uma moeda numa rede descentralizada. Esta iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla que inclui a migração de todos os seus produtos de criptomoedas para uma operação contínua, 7 dias por semana e 24 horas por dia. O anúncio foi feito durante a conferência de resultados do quarto trimestre do ano passado, quando o CEO Terrence Duffy respondeu a questionamentos do analista da Morgan Stanley, Michael Cyprys, sobre a adoção de stablecoins, depósitos tokenizados e fundos tokenizados como garantia nas operações.

A estratégia da CME: lançar uma moeda descentralizada com o Google

A rota que a CME escolheu para lançar uma moeda distingue-se significativamente de outros gigantes financeiros. Enquanto JPMorgan e Citigroup optaram por infraestruturas privadas e tokens fechados para agilizar processos de liquidação com clientes institucionais, a CME aposta numa blockchain pública. Esta decisão reflete uma visão diferente sobre como a indústria financeira deve interagir com a tecnologia descentralizada.

O caminho inicial inclui a colaboração com o Google num projeto de tokenização de dinheiro em efectivo que se espera lançar neste trimestre. Esta parceria, anunciada no início de 2025, visa facilitar pagamentos grossistas seguros e impulsionar a tokenização de ativos na economia digital. “Para além do dinheiro tokenizado, estamos a investigar ativamente a possibilidade de desenvolver a nossa própria moeda, que poderá ser implementada numa rede descentralizada para uso por outros participantes da indústria”, explicou Duffy na chamada de resultados. A empresa considera que esta abordagem melhorará significativamente a eficiência operacional dos seus clientes sem comprometer a integridade do sistema financeiro.

Operações cripto sem pausas: o próximo passo da CME

O movimento para uma operação 24/7 de produtos criptográficos já estava nos planos da CME há algum tempo. Em meados de 2025, a empresa comunicou o seu objetivo de iniciar negociações contínuas em futuros e opções de criptomoedas durante o primeiro trimestre deste ano, sujeito a aprovações regulatórias. Na altura, a CME preparava-se para introduzir contratos sobre XRP e Solana, dois dos ativos digitais com maior interesse institucional.

Desde então, a oferta expandiu-se consideravelmente. A CME ampliou o seu catálogo de produtos criptográficos para incluir futuros de Chainlink, Cardano e Stellar, consolidando a sua posição como o principal mercado regulado para trading institucional de ativos digitais.

Números que demonstram a tração do negócio cripto da CME

Os números falam por si sobre o apetite do mercado pelos produtos de criptomoedas da CME. Durante o quarto trimestre do ano passado, o volume médio diário de operações em criptomoedas registou um aumento de 92% em relação ao período comparável. Isto traduziu-se em valores nocionais superiores a $13 mil milhões negociados diariamente, um marco sem precedentes para a plataforma.

Estes números reforçam a narrativa de que lançar uma moeda própria e oferecer operações ininterruptas não são meras explorações teóricas, mas respostas concretas a uma procura real e crescente do mercado institucional. A CME está a posicionar-se não só como executor de operações, mas como agente ativo na transformação da infraestrutura financeira global através da integração da tecnologia blockchain.

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