Ainda estamos ocupados a tentar definir o panorama descentralizado do Web3, mas o mundo da tecnologia já está a fervilhar sobre o próximo horizonte: Web4.0. Enquanto o Web3 prometia propriedade através da blockchain e da economia de tokens, acredito que o Web4 irá representar algo muito mais fundamental: Simbiose. Quando olho para as perspetivas do Web4.0, não vejo apenas internet mais rápida ou um Metaverso mais imersivo. Vejo a linha de fronteira entre os mundos físico e digital a desaparecer completamente. Aqui está a minha visão sobre para onde estamos a caminho. De "Interação" para "Integração" Web1.0 era sobre informação (somente leitura). Web2.0 era sobre interação (social, leitura-escrita). Web3.0 é sobre propriedade (descentralização, leitura-escrita-propriedade). Web4.0, na minha opinião, será sobre integração. Será a "Web Simbiótica", onde as nossas vidas digitais não são algo a que "vamos" numa tela, mas algo que sobrepõe a nossa realidade física de forma fluida. Impulsionada pelos avanços em IA, IoT e computação espacial, a Web4 compreenderá o contexto do nosso ambiente sem que tenhamos que perguntar. A Ascensão da Web "Ativa" Atualmente, a internet é reativa. Procuras algo; ela responde. Clicas num link; ela abre. A perspetiva para a Web4.0 é proativa. Com a integração de agentes de IA altamente sofisticados, a internet atuará como uma extensão da tua própria cognição. Ela preverá necessidades, executará tarefas complexas através de diferentes protocolos descentralizados e apresentará informações via sobreposições de Realidade Aumentada (AR) antes mesmo de perceberes que precisas delas. Não será apenas um navegador; será um companheiro. As Oportunidades: Hiper-Personalização e Ubiquidade A perspetiva mais empolgante do Web4.0 é o nível de personalização. Estamos a avançar para uma "Floresta de Sequoias" de tecnologia—altas, interligadas, mas em grande parte invisíveis na sua mecânica. Imagina entrares numa sala de reuniões e a tua interface Web4 instantaneamente exibe o histórico profissional relevante das pessoas na sala, traduz a sua linguagem em tempo real através de auscultadores, e regista tarefas num gestor de tarefas descentralizado. A fricção entre "querer saber" e "saber" evapora-se. Os Desafios: Privacidade e Ética No entanto, a minha perspetiva é cautelosa. Para que o Web4.0 funcione como uma camada simbiótica, requer acesso sem precedentes aos nossos dados biológicos e comportamentais. · O Paradoxo da Privacidade: Para termos uma internet que antecipa as nossas necessidades, temos de estar dispostos a ser transparentes. Como podemos manter a privacidade num mundo onde a internet está "dentro" das nossas cabeças (via wearables) e "sobre" os nossos olhos (via AR)? · A Divisão Digital: Se o Web4.0 depender de hardware caro (ligações neurais, óculos de AR avançados), corremos o risco de criar uma sociedade de duas camadas onde os "melhorados" têm uma vantagem enorme sobre os "não conectados". Conclusão O Web4.0 não é apenas uma atualização de versão; é uma evolução da conectividade humana. Enquanto o Web3 nos ensinou que não precisamos de intermediários para confiar uns nos outros, o Web4 irá ensinar-nos que não precisamos de interfaces para comunicar com máquinas. A transição será confusa, e os quadros éticos estão a ficar atrás da tecnologia. Mas, se for construído corretamente, o Web4.0 não será apenas uma web que olhamos—será uma web na qual vivemos. Qual é a tua opinião? Estamos prontos para a Web Simbiótica, ou ainda estamos demasiado cedo na jornada do Web3? #Web4 #FutureOfTech
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# MyViewOnWeb4.0’sOutlook
Ainda estamos ocupados a tentar definir o panorama descentralizado do Web3, mas o mundo da tecnologia já está a fervilhar sobre o próximo horizonte: Web4.0. Enquanto o Web3 prometia propriedade através da blockchain e da economia de tokens, acredito que o Web4 irá representar algo muito mais fundamental: Simbiose. Quando olho para as perspetivas do Web4.0, não vejo apenas internet mais rápida ou um Metaverso mais imersivo. Vejo a linha de fronteira entre os mundos físico e digital a desaparecer completamente. Aqui está a minha visão sobre para onde estamos a caminho.
De "Interação" para "Integração"
Web1.0 era sobre informação (somente leitura). Web2.0 era sobre interação (social, leitura-escrita). Web3.0 é sobre propriedade (descentralização, leitura-escrita-propriedade).
Web4.0, na minha opinião, será sobre integração.
Será a "Web Simbiótica", onde as nossas vidas digitais não são algo a que "vamos" numa tela, mas algo que sobrepõe a nossa realidade física de forma fluida. Impulsionada pelos avanços em IA, IoT e computação espacial, a Web4 compreenderá o contexto do nosso ambiente sem que tenhamos que perguntar.
A Ascensão da Web "Ativa"
Atualmente, a internet é reativa. Procuras algo; ela responde. Clicas num link; ela abre.
A perspetiva para a Web4.0 é proativa. Com a integração de agentes de IA altamente sofisticados, a internet atuará como uma extensão da tua própria cognição. Ela preverá necessidades, executará tarefas complexas através de diferentes protocolos descentralizados e apresentará informações via sobreposições de Realidade Aumentada (AR) antes mesmo de perceberes que precisas delas. Não será apenas um navegador; será um companheiro.
As Oportunidades: Hiper-Personalização e Ubiquidade
A perspetiva mais empolgante do Web4.0 é o nível de personalização. Estamos a avançar para uma "Floresta de Sequoias" de tecnologia—altas, interligadas, mas em grande parte invisíveis na sua mecânica.
Imagina entrares numa sala de reuniões e a tua interface Web4 instantaneamente exibe o histórico profissional relevante das pessoas na sala, traduz a sua linguagem em tempo real através de auscultadores, e regista tarefas num gestor de tarefas descentralizado. A fricção entre "querer saber" e "saber" evapora-se.
Os Desafios: Privacidade e Ética
No entanto, a minha perspetiva é cautelosa. Para que o Web4.0 funcione como uma camada simbiótica, requer acesso sem precedentes aos nossos dados biológicos e comportamentais.
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O Paradoxo da Privacidade: Para termos uma internet que antecipa as nossas necessidades, temos de estar dispostos a ser transparentes. Como podemos manter a privacidade num mundo onde a internet está "dentro" das nossas cabeças (via wearables) e "sobre" os nossos olhos (via AR)?
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A Divisão Digital: Se o Web4.0 depender de hardware caro (ligações neurais, óculos de AR avançados), corremos o risco de criar uma sociedade de duas camadas onde os "melhorados" têm uma vantagem enorme sobre os "não conectados".
Conclusão
O Web4.0 não é apenas uma atualização de versão; é uma evolução da conectividade humana. Enquanto o Web3 nos ensinou que não precisamos de intermediários para confiar uns nos outros, o Web4 irá ensinar-nos que não precisamos de interfaces para comunicar com máquinas.
A transição será confusa, e os quadros éticos estão a ficar atrás da tecnologia. Mas, se for construído corretamente, o Web4.0 não será apenas uma web que olhamos—será uma web na qual vivemos.
Qual é a tua opinião? Estamos prontos para a Web Simbiótica, ou ainda estamos demasiado cedo na jornada do Web3?
#Web4 #FutureOfTech