Em meados de 2025, um manga japonês desencadeou subitamente um pânico em cadeia em muitas partes da Ásia. O enredo do terramoto e tsunami nesta obra de banda desenhada chamada “O Futuro que Vejo” foi sobreinterpretado e, após camadas de processamento nas redes sociais e interpretações improváveis da cultura feng shui, acabou por gerar uma rara tempestade de rumores online – a profecia fictícia não se concretizou, mas abalou o mercado real. Agora que estamos no início de 2026, o esclarecimento deixado por esta turbulência ainda merece reflexão.
As obras ficcionais são ativadas como “profecias do juízo final” Esclarecimentos de várias fontes são em vão
Quando um conhecido mestre de feng shui de Hong Kong combinou conteúdo cómico com numerologia metafísica, “O Futuro que Vejo” transformou-se instantaneamente de uma obra criativa comum numa “bíblia profética.” Esta mudança espalhou-se a um ritmo surpreendente nas plataformas sociais, de Hong Kong a Taiwan e até ao próprio Japão.
O autor de banda desenhada Ryu Shu tem 72 anos e recentemente teve de falar pessoalmente para esclarecer. Ela enfatizou que “O Futuro que Vejo” resulta puramente da transformação criativa dos sonhos pessoais e apelou sinceramente ao público para não interpretar em excesso o conteúdo das bandas desenhadas. Ao mesmo tempo, o governador da Prefeitura de Miyagi, Yoshihiro Murai, também refutou publicamente o rumor como “muito pouco científico” e tentou usar uma voz racional para combater o pânico. No entanto, estes esclarecimentos das autoridades parecem fracos – quando a ficção é ativamente aceite como crença pelo público, os factos muitas vezes perdem para a imaginação.
Como é que os rumores online se espalham pela indústria? O efeito dominó dos mercados da aviação e das viagens
A profecia não se concretizou, mas o dano já está feito. A Greater Bay Airlines anunciou que reduziria os voos diretos entre Sendai e Tokushima de 12 de julho para 25 de outubro, e a razão por trás da decisão é embaraçosa – um grande número de viajantes opta por cancelar as suas viagens devido a previsões de desastres nas redes sociais. O representante da companhia aérea admitiu que o inquérito mostrou que muitos passageiros estavam convencidos da informação online, e a empresa foi forçada a tomar esta difícil decisão empresarial para evitar o dilema do baixo fator de ocupação.
As tendências do turismo em Hong Kong e Taiwan também têm variado. O povo de Hong Kong revelou que os rumores relevantes são “nomes conhecidos” na região, e a comunidade turística de Taiwan está cheia de mensagens de alerta de que “um desastre ocorrerá no Japão a 5 de julho”. Esta informação não cientificamente fundamentada espalhou-se como um vírus, levando um grande número de viajantes a optar por reembolsar ou adiar bilhetes, o que afeta diretamente o desempenho das receitas da indústria turística e das companhias aéreas do Japão.
A Crise de Confiança na Era da Informação Porque é que as pessoas preferem acreditar em rumores em vez de em ciência?
Uma investigação do Ministério do Interior e Comunicações do Japão revelou a raiz do problema. O inquérito revelou que quase 50% dos japoneses acreditam que a informação obtida na Internet ou nos meios de comunicação é “correta ou possivelmente correta”, e cerca de um quarto até toma a iniciativa de a encaminhar sem verificação. Este número é preocupante – quando o público perde a capacidade de discernir informação, a propagação de rumores deixa de ser culpa do disseminador, mas sim do colapso de todo o ecossistema de informação.
Porque é que a ficção é mais credível do que os dados científicos? Do ponto de vista psicológico, perante um futuro incerto, os humanos tendem frequentemente a procurar profecias e adivinhação para conforto psicológico. Especialmente em contextos culturais como Hong Kong e Taiwan, a cultura metafísica tem uma identidade social profunda. Quando a voz de um mestre de feng shui se combina com o enredo de uma banda desenhada, forma-se uma falsa sensação de segurança de “dupla confirmação” – como se a ficção tivesse sido cientificada e as profecias autorizadas.
Implicações de “O Futuro que Vejo” A falta de literacia informacional é o verdadeiro desastre
Se a banda desenhada “The Future I See” é um ponto de referência, então o que se reflete é o caos informacional da sociedade moderna. Ainda não aconteceram desastres naturais, mas os corações das pessoas estiveram em caos; A profecia não se cumpriu, mas a entrada de ar foi danificada. Isto lembra-nos que, na era da explosão da informação, a literacia informacional tornou-se uma questão mais urgente do que o conhecimento de prevenção de desastres.
Perante a invasão de rumores online, apenas esclarecimentos de figuras de autoridade não são suficientes. Mais importante ainda, é necessário melhorar o nível de literacia mediática em toda a sociedade – ensinando o público a julgar a fonte da informação, a verificar a autenticidade dos dados e a distinguir entre manipulação emocional e afirmações factuais. Só quando cada indivíduo tem a capacidade de pensar de forma independente é que pode manter-se racional no meio da enxurrada de informação difícil de distinguir entre verdadeira e falsa, evitando ser capturado por histórias fictícias.
A verdadeira prevenção de desastres começa com a prevenção de rumores. A verdadeira segurança vem de escolhas inteligentes de informação.
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A verdadeira crise por trás de "O que vejo no futuro": como a ficção abala o setor do turismo e da aviação
Em meados de 2025, um manga japonês desencadeou subitamente um pânico em cadeia em muitas partes da Ásia. O enredo do terramoto e tsunami nesta obra de banda desenhada chamada “O Futuro que Vejo” foi sobreinterpretado e, após camadas de processamento nas redes sociais e interpretações improváveis da cultura feng shui, acabou por gerar uma rara tempestade de rumores online – a profecia fictícia não se concretizou, mas abalou o mercado real. Agora que estamos no início de 2026, o esclarecimento deixado por esta turbulência ainda merece reflexão.
As obras ficcionais são ativadas como “profecias do juízo final” Esclarecimentos de várias fontes são em vão
Quando um conhecido mestre de feng shui de Hong Kong combinou conteúdo cómico com numerologia metafísica, “O Futuro que Vejo” transformou-se instantaneamente de uma obra criativa comum numa “bíblia profética.” Esta mudança espalhou-se a um ritmo surpreendente nas plataformas sociais, de Hong Kong a Taiwan e até ao próprio Japão.
O autor de banda desenhada Ryu Shu tem 72 anos e recentemente teve de falar pessoalmente para esclarecer. Ela enfatizou que “O Futuro que Vejo” resulta puramente da transformação criativa dos sonhos pessoais e apelou sinceramente ao público para não interpretar em excesso o conteúdo das bandas desenhadas. Ao mesmo tempo, o governador da Prefeitura de Miyagi, Yoshihiro Murai, também refutou publicamente o rumor como “muito pouco científico” e tentou usar uma voz racional para combater o pânico. No entanto, estes esclarecimentos das autoridades parecem fracos – quando a ficção é ativamente aceite como crença pelo público, os factos muitas vezes perdem para a imaginação.
Como é que os rumores online se espalham pela indústria? O efeito dominó dos mercados da aviação e das viagens
A profecia não se concretizou, mas o dano já está feito. A Greater Bay Airlines anunciou que reduziria os voos diretos entre Sendai e Tokushima de 12 de julho para 25 de outubro, e a razão por trás da decisão é embaraçosa – um grande número de viajantes opta por cancelar as suas viagens devido a previsões de desastres nas redes sociais. O representante da companhia aérea admitiu que o inquérito mostrou que muitos passageiros estavam convencidos da informação online, e a empresa foi forçada a tomar esta difícil decisão empresarial para evitar o dilema do baixo fator de ocupação.
As tendências do turismo em Hong Kong e Taiwan também têm variado. O povo de Hong Kong revelou que os rumores relevantes são “nomes conhecidos” na região, e a comunidade turística de Taiwan está cheia de mensagens de alerta de que “um desastre ocorrerá no Japão a 5 de julho”. Esta informação não cientificamente fundamentada espalhou-se como um vírus, levando um grande número de viajantes a optar por reembolsar ou adiar bilhetes, o que afeta diretamente o desempenho das receitas da indústria turística e das companhias aéreas do Japão.
A Crise de Confiança na Era da Informação Porque é que as pessoas preferem acreditar em rumores em vez de em ciência?
Uma investigação do Ministério do Interior e Comunicações do Japão revelou a raiz do problema. O inquérito revelou que quase 50% dos japoneses acreditam que a informação obtida na Internet ou nos meios de comunicação é “correta ou possivelmente correta”, e cerca de um quarto até toma a iniciativa de a encaminhar sem verificação. Este número é preocupante – quando o público perde a capacidade de discernir informação, a propagação de rumores deixa de ser culpa do disseminador, mas sim do colapso de todo o ecossistema de informação.
Porque é que a ficção é mais credível do que os dados científicos? Do ponto de vista psicológico, perante um futuro incerto, os humanos tendem frequentemente a procurar profecias e adivinhação para conforto psicológico. Especialmente em contextos culturais como Hong Kong e Taiwan, a cultura metafísica tem uma identidade social profunda. Quando a voz de um mestre de feng shui se combina com o enredo de uma banda desenhada, forma-se uma falsa sensação de segurança de “dupla confirmação” – como se a ficção tivesse sido cientificada e as profecias autorizadas.
Implicações de “O Futuro que Vejo” A falta de literacia informacional é o verdadeiro desastre
Se a banda desenhada “The Future I See” é um ponto de referência, então o que se reflete é o caos informacional da sociedade moderna. Ainda não aconteceram desastres naturais, mas os corações das pessoas estiveram em caos; A profecia não se cumpriu, mas a entrada de ar foi danificada. Isto lembra-nos que, na era da explosão da informação, a literacia informacional tornou-se uma questão mais urgente do que o conhecimento de prevenção de desastres.
Perante a invasão de rumores online, apenas esclarecimentos de figuras de autoridade não são suficientes. Mais importante ainda, é necessário melhorar o nível de literacia mediática em toda a sociedade – ensinando o público a julgar a fonte da informação, a verificar a autenticidade dos dados e a distinguir entre manipulação emocional e afirmações factuais. Só quando cada indivíduo tem a capacidade de pensar de forma independente é que pode manter-se racional no meio da enxurrada de informação difícil de distinguir entre verdadeira e falsa, evitando ser capturado por histórias fictícias.
A verdadeira prevenção de desastres começa com a prevenção de rumores. A verdadeira segurança vem de escolhas inteligentes de informação.