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A IA redefine a liderança empresarial em meio ao pessimismo global dos CEOs
Fonte: CritpoTendencia Título Original: A IA redefine a liderança empresarial em meio ao pessimismo global dos CEOs Link Original: A confiança dos altos executivos empresariais no crescimento da receita enfraqueceu-se de forma significativa, num contexto em que a adoção de IA, a incerteza económica e as tensões geopolíticas estão a redefinir as prioridades corporativas a nível global.
De acordo com a PwC 2026 Global CEO Survey, este cenário já está a influenciar de forma direta a forma como as empresas avaliam o seu desempenho e os seus planos a curto prazo. Apenas três em cada dez CEOs afirmam sentir-se seguros quanto às perspetivas de receita das suas empresas durante os próximos 12 meses.
O desafio de transformar IA em crescimento real
Com base nas respostas recolhidas, a pesquisa - que reuniu mais de 4.400 CEOs de 95 países - mostra que apenas 30% dos executivos confiam que a sua empresa conseguirá crescer em receita durante o próximo ano. Este valor representa uma retracção significativa face aos 38% registados em 2025 e aos 56% observados em 2022.
Entre os principais fatores que explicam esta queda, o estudo destaca a persistente incerteza política global, o aumento dos riscos cibernéticos e a dificuldade que muitas empresas enfrentam para traduzir os seus investimentos tecnológicos em benefícios concretos para o negócio.
Neste contexto, a inteligência artificial surge como um ponto de inflexão entre as organizações que lideram a transformação e aquelas que começam a ficar para trás. Embora várias empresas tenham destinado recursos relevantes a projetos de IA, apenas uma minoria conseguiu obter resultados financeiros tangíveis.
De facto, cerca de 56% dos CEOs reconhece que as iniciativas de IA não geraram benefícios claros nem na redução de custos nem no aumento de receitas, enquanto que apenas 12% afirma ter conseguido ambos os resultados de forma simultânea.
Riscos tecnológicos e pressão operacional
Nessa mesma linha, a análise da PwC evidencia uma lacuna cada vez mais marcada entre as empresas que estão a implementar inteligência artificial em escala e aquelas que ainda se limitam a fases exploratórias ou projetos piloto.
De uma perspetiva operacional, os CEOs que integraram a IA de forma transversal - incorporando-a em produtos, serviços e processos internos - tendem a relatar melhorias mais consistentes em eficiência e desempenho financeiro, em contraste com aqueles que mantêm implementações isoladas e de alcance limitado.
A estes desafios somam-se outros focos de risco identificados pelos executivos. Entre eles destacam-se as tarifas comerciais, apontadas por 20% como fator de vulnerabilidade, e a ameaça de ciberataques, considerada uma preocupação relevante por 33% dos inquiridos.
Além disso, o ritmo acelerado da transformação tecnológica foi mencionado por 42% dos CEOs, o que evidencia que adaptar-se à velocidade da mudança digital continua a ser um desafio desigual entre as organizações.
A confiança empresarial face ao desafio da IA
A perda de confiança no crescimento das receitas não constitui um fenómeno isolado, mas sim um sinal claro do ambiente complexo que muitas empresas enfrentam em 2026. Nessa perspetiva, a pesquisa da PwC sugere que limitar-se a experimentar com novas tecnologias já não é suficiente e que a adoção de IA deverá refletir-se em impactos mensuráveis sobre o negócio.
Sob esta lógica, as empresas que conseguirem integrar estas ferramentas dentro de uma estratégia clara, alinhada com as condições económicas e as mudanças do mercado, terão uma vantagem tangível face aos seus concorrentes.
No conjunto, os resultados indicam que a IA deixou de ser apenas uma aposta a futuro para passar a ser um fator que começa a influenciar diretamente a capacidade das empresas de competir e crescer num cenário global cada vez mais exigente.