Ambiente regulatório em mudança: ponto de viragem no mercado de criptomoedas na Coreia
Após a implementação da Lei de Proteção ao Usuário de Ativos Virtuais em 2024, e com a entrada em vigor da Lei Básica de Ativos Digitais, o mercado de criptomoedas na Coreia entrou numa nova fase. Não se trata apenas de uma mudança de política, mas de uma transformação que altera fundamentalmente a forma como os investidores gerem os seus ativos.
Desde a implementação da Lei de Informação Financeira Específica em 2021, o panorama das exchanges domésticas mudou drasticamente. Mais de 60 plataformas foram rapidamente encerradas por não cumprirem os três requisitos: contas reais, denúncia VASP e certificação ISMS. Muitas exchanges de pequeno e médio porte não conseguiram assegurar contratos de contas reais com bancos e, como resultado, saíram do mercado.
A situação atual é ainda mais agravada. A movimentação para uma grande limpeza de tokens não compatíveis nas principais exchanges domésticas está acelerando, especialmente com a exposição de tokens listados de forma independente ao risco de deslistagem. Na verdade, quase metade das moedas listadas de forma independente desde 2018 já foram deslistadas.
Os três riscos enfrentados pelos investidores
Primeiro: o medo da deslistagem
Tokens chamados de ‘kimchi coins’, com baixa liquidez e listados em apenas uma plataforma, estão sendo alvo de uma grande limpeza. Num sistema onde a avaliação de listagem é deixada à autonomia, a responsabilidade pela limpeza recai inteiramente sobre os investidores.
Segundo: restrições de retirada e bloqueio de transferências
A abrangência da Travel Rule continua a expandir-se. Agora, mesmo ao transferir ativos inferiores a 1 milhão de won para uma carteira pessoal, é exigido o registro prévio do endereço e verificações adicionais. Retiradas para endereços de exchanges estrangeiras classificados como VASP não registrados são bloqueadas, independentemente do valor.
Terceiro: trauma do congelamento de ativos
Quando exchanges, como Mt. Gox, FTX ou V Global, tornam-se alvo de investigações, os ativos dos usuários ficam bloqueados por longos períodos. Durante o processo legal, os investidores ficam impossibilitados de agir, repetindo-se situações de imobilização prolongada.
Limites da estratégia de posse de ativos físicos
Manter ativos físicos no mercado de criptomoedas em 2026 deixou de ser uma simples opção de investimento. Passou a representar uma decisão arriscada, pois envolve riscos de hacking, riscos de exchanges, possibilidade de deslistagem e restrições de retirada.
Se o preço de uma moeda subir, mas a manutenção na lista ou a possibilidade de retirada não estiver garantida, o lucro não será realizado. Por outro lado, em caso de queda de preço, as opções de resposta são extremamente limitadas. Restando apenas a estratégia de ‘aguentar’.
Por que é necessário mudar o paradigma de negociação
A mudança do conceito de posse de ativos físicos para negociação é clara. Se o objetivo do investimento é obter lucros com as variações de preço, sem necessidade de possuir a moeda diretamente, essa mudança faz sentido.
Um ponto importante aqui é o uso de contratos por diferença (CFD(). Os CFDs são instrumentos derivados que envolvem contratos sobre a variação de preço de um ativo, sem a necessidade de possuir Bitcoin ou altcoins. Não há transferências on-chain, nem necessidade de gerenciar carteiras pessoais ou chaves privadas. Trata-se de uma negociação puramente baseada na previsão de subida ou descida de preços.
Cinco razões pelas quais a negociação de CFD é vantajosa em um ambiente regulatório
) 1. Evitar riscos regulatórios on-chain
Negociações físicas exigem conformidade com a Travel Rule, autenticação de carteiras e requisitos VASP, enquanto os CFDs não envolvem transferências on-chain. Não é necessário ter carteiras pessoais, e os fundos são movimentados através de contas em moeda fiduciária. Como não entram na área alvo das regulações principais, como transferências de ativos virtuais, estão livres de bloqueios de saques ou problemas de registro de carteiras.
2. Oportunidades mesmo em mercados de baixa
Quando há agravamento regulatório, os investidores físicos têm poucas opções: suportar a forte volatilidade ou realizar perdas. Com CFDs, é possível usar opções de venda a descoberto. A queda de preço passa a ser uma estratégia de negociação, não um risco.
3. Estabilidade regulatória internacional
As exchanges domésticas estão sob uma única regulamentação das autoridades financeiras coreanas, e mudanças políticas podem alterar rapidamente o ambiente de negócios. Por outro lado, exchanges reguladas por órgãos internacionais seguem padrões claros e globais. Os fundos dos clientes são mantidos em contas fiduciárias separadas, protegendo os ativos mesmo em caso de problemas operacionais da plataforma.
4. Transparência de preços e liquidez
Nas exchanges domésticas, a baixa liquidez de certos ativos frequentemente causa distorções de preço, além de interrupções por manutenção do sistema. As exchanges internacionais de CFD, por sua vez, conectadas a pools globais de liquidez, não dependem do fluxo de uma única plataforma. Possuem alta liquidez e formação de preços relativamente estável.
5. Limitação de perdas
O maior medo dos investidores coreanos não é a perda em si, mas a dívida gerada pelo uso de alavancagem. Exchanges reguladas internacionalmente oferecem configurações de stop-loss como recurso padrão, e muitas protegem contra saldo negativo. Assim, as perdas não podem ultrapassar o saldo da conta, por uma estrutura que limita riscos.
Revisão das estratégias de investimento na era regulatória
O mercado de criptomoedas, que em 2017 apresentava uma ascensão explosiva, está cada vez mais se integrando ao mercado institucional. A ideia de que, ao listar uma moeda, seu valor aumenta, e que suportar altas e baixas garante recuperação futura, já não é mais válida.
A regulação deixou de ser uma variável temporária e tornou-se uma estrutura, mudando o próprio modo de negociação. Os riscos que os investidores enfrentam no mercado coreano de criptomoedas não se limitam mais à volatilidade de preços. Devem também considerar o risco de deslistagem, restrições de retirada, bloqueios por Travel Rule, e riscos operacionais das exchanges.
Sob essas condições, a estratégia de posse de ativos físicos passa a envolver cada vez mais incertezas. Em contrapartida, métodos de negociação baseados na estrutura regulatória podem oferecer novas alternativas.
Negociar por CFD não é a solução ideal para todos os investidores. Mas, se o objetivo é obter lucros com a diferença de preços, responder à volatilidade e minimizar riscos regulatórios, é uma alternativa que merece consideração. Ferramentas de venda a descoberto e gestão de risco podem transformar a volatilidade de ameaça em estratégia.
O mais importante é o timing. Compreender e preparar-se para a estrutura regulatória antecipadamente é muito mais racional do que arrepender-se depois. Para sobreviver no mercado, o que se precisa não é de otimismo cego, mas de uma rápida adaptação ao ambiente.
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A entrada em vigor da lei básica de ativos digitais está próxima, qual é o futuro dos meus ativos?
Ambiente regulatório em mudança: ponto de viragem no mercado de criptomoedas na Coreia
Após a implementação da Lei de Proteção ao Usuário de Ativos Virtuais em 2024, e com a entrada em vigor da Lei Básica de Ativos Digitais, o mercado de criptomoedas na Coreia entrou numa nova fase. Não se trata apenas de uma mudança de política, mas de uma transformação que altera fundamentalmente a forma como os investidores gerem os seus ativos.
Desde a implementação da Lei de Informação Financeira Específica em 2021, o panorama das exchanges domésticas mudou drasticamente. Mais de 60 plataformas foram rapidamente encerradas por não cumprirem os três requisitos: contas reais, denúncia VASP e certificação ISMS. Muitas exchanges de pequeno e médio porte não conseguiram assegurar contratos de contas reais com bancos e, como resultado, saíram do mercado.
A situação atual é ainda mais agravada. A movimentação para uma grande limpeza de tokens não compatíveis nas principais exchanges domésticas está acelerando, especialmente com a exposição de tokens listados de forma independente ao risco de deslistagem. Na verdade, quase metade das moedas listadas de forma independente desde 2018 já foram deslistadas.
Os três riscos enfrentados pelos investidores
Primeiro: o medo da deslistagem
Tokens chamados de ‘kimchi coins’, com baixa liquidez e listados em apenas uma plataforma, estão sendo alvo de uma grande limpeza. Num sistema onde a avaliação de listagem é deixada à autonomia, a responsabilidade pela limpeza recai inteiramente sobre os investidores.
Segundo: restrições de retirada e bloqueio de transferências
A abrangência da Travel Rule continua a expandir-se. Agora, mesmo ao transferir ativos inferiores a 1 milhão de won para uma carteira pessoal, é exigido o registro prévio do endereço e verificações adicionais. Retiradas para endereços de exchanges estrangeiras classificados como VASP não registrados são bloqueadas, independentemente do valor.
Terceiro: trauma do congelamento de ativos
Quando exchanges, como Mt. Gox, FTX ou V Global, tornam-se alvo de investigações, os ativos dos usuários ficam bloqueados por longos períodos. Durante o processo legal, os investidores ficam impossibilitados de agir, repetindo-se situações de imobilização prolongada.
Limites da estratégia de posse de ativos físicos
Manter ativos físicos no mercado de criptomoedas em 2026 deixou de ser uma simples opção de investimento. Passou a representar uma decisão arriscada, pois envolve riscos de hacking, riscos de exchanges, possibilidade de deslistagem e restrições de retirada.
Se o preço de uma moeda subir, mas a manutenção na lista ou a possibilidade de retirada não estiver garantida, o lucro não será realizado. Por outro lado, em caso de queda de preço, as opções de resposta são extremamente limitadas. Restando apenas a estratégia de ‘aguentar’.
Por que é necessário mudar o paradigma de negociação
A mudança do conceito de posse de ativos físicos para negociação é clara. Se o objetivo do investimento é obter lucros com as variações de preço, sem necessidade de possuir a moeda diretamente, essa mudança faz sentido.
Um ponto importante aqui é o uso de contratos por diferença (CFD(). Os CFDs são instrumentos derivados que envolvem contratos sobre a variação de preço de um ativo, sem a necessidade de possuir Bitcoin ou altcoins. Não há transferências on-chain, nem necessidade de gerenciar carteiras pessoais ou chaves privadas. Trata-se de uma negociação puramente baseada na previsão de subida ou descida de preços.
Cinco razões pelas quais a negociação de CFD é vantajosa em um ambiente regulatório
) 1. Evitar riscos regulatórios on-chain Negociações físicas exigem conformidade com a Travel Rule, autenticação de carteiras e requisitos VASP, enquanto os CFDs não envolvem transferências on-chain. Não é necessário ter carteiras pessoais, e os fundos são movimentados através de contas em moeda fiduciária. Como não entram na área alvo das regulações principais, como transferências de ativos virtuais, estão livres de bloqueios de saques ou problemas de registro de carteiras.
2. Oportunidades mesmo em mercados de baixa
Quando há agravamento regulatório, os investidores físicos têm poucas opções: suportar a forte volatilidade ou realizar perdas. Com CFDs, é possível usar opções de venda a descoberto. A queda de preço passa a ser uma estratégia de negociação, não um risco.
3. Estabilidade regulatória internacional
As exchanges domésticas estão sob uma única regulamentação das autoridades financeiras coreanas, e mudanças políticas podem alterar rapidamente o ambiente de negócios. Por outro lado, exchanges reguladas por órgãos internacionais seguem padrões claros e globais. Os fundos dos clientes são mantidos em contas fiduciárias separadas, protegendo os ativos mesmo em caso de problemas operacionais da plataforma.
4. Transparência de preços e liquidez
Nas exchanges domésticas, a baixa liquidez de certos ativos frequentemente causa distorções de preço, além de interrupções por manutenção do sistema. As exchanges internacionais de CFD, por sua vez, conectadas a pools globais de liquidez, não dependem do fluxo de uma única plataforma. Possuem alta liquidez e formação de preços relativamente estável.
5. Limitação de perdas
O maior medo dos investidores coreanos não é a perda em si, mas a dívida gerada pelo uso de alavancagem. Exchanges reguladas internacionalmente oferecem configurações de stop-loss como recurso padrão, e muitas protegem contra saldo negativo. Assim, as perdas não podem ultrapassar o saldo da conta, por uma estrutura que limita riscos.
Revisão das estratégias de investimento na era regulatória
O mercado de criptomoedas, que em 2017 apresentava uma ascensão explosiva, está cada vez mais se integrando ao mercado institucional. A ideia de que, ao listar uma moeda, seu valor aumenta, e que suportar altas e baixas garante recuperação futura, já não é mais válida.
A regulação deixou de ser uma variável temporária e tornou-se uma estrutura, mudando o próprio modo de negociação. Os riscos que os investidores enfrentam no mercado coreano de criptomoedas não se limitam mais à volatilidade de preços. Devem também considerar o risco de deslistagem, restrições de retirada, bloqueios por Travel Rule, e riscos operacionais das exchanges.
Sob essas condições, a estratégia de posse de ativos físicos passa a envolver cada vez mais incertezas. Em contrapartida, métodos de negociação baseados na estrutura regulatória podem oferecer novas alternativas.
Negociar por CFD não é a solução ideal para todos os investidores. Mas, se o objetivo é obter lucros com a diferença de preços, responder à volatilidade e minimizar riscos regulatórios, é uma alternativa que merece consideração. Ferramentas de venda a descoberto e gestão de risco podem transformar a volatilidade de ameaça em estratégia.
O mais importante é o timing. Compreender e preparar-se para a estrutura regulatória antecipadamente é muito mais racional do que arrepender-se depois. Para sobreviver no mercado, o que se precisa não é de otimismo cego, mas de uma rápida adaptação ao ambiente.