Investir em ações por meio de empréstimos vale realmente a pena? Conheça as quatro principais armadilhas por trás da alavancagem

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Por que o investimento alavancado se tornou uma espada de dois gumes para os investidores?

No mercado de ações, circula uma frase: «Ganhar dinheiro com o dinheiro dos outros». Emprestar dinheiro para comprar ações, ou seja, investimento alavancado, realmente pode ampliar rapidamente os lucros em momentos de mercado favoráveis. No entanto, muitos investidores apenas veem o lado dos ganhos, ignorando os riscos ocultos por trás.

As razões para usar alavancagem são variadas. Alguns querem aproveitar oportunidades de investimento efêmeras, outros desejam liberar parte do capital para diversificação, e há aqueles que usam empréstimos para operações de hedge (como venda a descoberto) para reduzir o risco da carteira. Mas a verdade é que a alavancagem aumenta não só os lucros, mas também as perdas.

Quando o custo do capital emprestado é inferior à taxa de retorno do investimento, a alavancagem é uma ferramenta poderosa. Mas se o mercado se mover na direção contrária, além de sofrer perdas com a queda das ações, o investidor ainda terá que pagar juros adicionais, e o golpe duplo pode rapidamente consumir o capital investido.

Quatro formas de investir com empréstimos, qual é a mais adequada para você?

Forma 1: Financiamento e venda a descoberto — ferramentas profissionais de alavancagem oferecidas por corretoras

Emprestar dinheiro (financiamento) ou vender ações a descoberto (venda a descoberto) são as formas mais comuns de investimento com empréstimo.

Compra financiada de ações atrai porque o investidor não precisa esperar acumular fundos, podendo agir imediatamente ao ver uma boa oportunidade. A taxa de juros anual fica entre 5%-8%, sendo relativamente baixa entre as opções de empréstimo. Mas o requisito para abrir conta não é baixo — geralmente, é necessário ter conta há pelo menos 6 meses, com ativos superiores a 50 mil yuan, além de experiência em negociações.

Venda a descoberto é adequada para investidores que preveem queda do mercado, mas apresenta risco ilimitado. O aumento do preço das ações não tem limite superior, e, teoricamente, as perdas podem ser infinitas. Por isso, operações de venda a descoberto são frequentemente chamadas de «o jogo de alavancagem mais perigoso».

Forma 2: Empréstimo bancário — menor barreira de entrada, mas custos mais elevados

Solicitar um empréstimo bancário para investir, sem necessidade de garantia, basta ter bom histórico de crédito e renda estável. A taxa de juros anual costuma variar entre 8%-15%, sendo mais alta que financiamento e venda a descoberto.

A armadilha aqui é que, se o investimento não atingir as expectativas, a pressão para pagar o empréstimo surge imediatamente. Se os lucros não cobrirem os custos de juros de 8%-15%, o ciclo vicioso de «investir para pagar a dívida» se instala.

Forma 3: Penhor de ações — uma solução intermediária para investidores de longo prazo

Pignorar ações de alta qualidade que possui para corretoras ou bancos, obtendo fundos para outros investimentos. A taxa de juros anual fica entre 6%-10%, situando-se entre financiamento/venda a descoberto e empréstimo bancário.

Adequado para investidores que já possuem ações de alta qualidade e não pretendem vendê-las no curto prazo. Mas o risco é que, se o preço das ações penhoradas despencar, pode ser necessário fazer aportes adicionais de garantia ou ter posições forçadas de liquidação.

Forma 4: Negociação de margem — o caminho de alto risco dos derivativos alavancados

Investidores só precisam pagar uma parte do valor do contrato como margem para negociar futuros, contratos por diferença (CFDs) e outros derivativos. Algumas plataformas oferecem diretamente ferramentas de alavancagem, sem processos complexos de solicitação.

Essa forma é a mais flexível, permitindo posições longas e curtas, mas também a mais perigosa. Em mercados extremos, o investidor pode ser forçado a fazer aportes adicionais de garantia ou ter posições liquidadas, com o capital evaporando instantaneamente. Recomendado para investidores profissionais e com alta tolerância ao risco.

Comparação de custos das quatro formas de empréstimo

Forma de empréstimo Faixa de taxa anual Barreiras de abertura Público ideal
Financiamento e venda a descoberto 5%-8% Médio (ativos acima de 50 mil + 6 meses de negociação) Com experiência, tolerância a risco moderada
Penhor de ações 6%-10% Médio (é necessário possuir ações de alta qualidade) Investidores de longo prazo
Empréstimo bancário 8%-15% Baixo (crédito + comprovação de renda) Boa reputação de crédito, renda estável
Negociação de margem 5%-10% Baixo (abrir conta de margem) Investidores profissionais, alta tolerância ao risco

Cinco dicas de controle de risco no investimento com empréstimo

Primeiro passo: calcular claramente o custo dos juros

Este é o aspecto mais negligenciado por muitos investidores. Se a taxa de juros do empréstimo for 8%, sua taxa de retorno no investimento deve ser superior a 8% para obter lucro. Em outras palavras, você assume todos os riscos, mas só lucra com o que excede os juros.

Muitos investidores, em mercados em alta, se deixam levar pelo entusiasmo, pegando dinheiro emprestado e perseguindo altas, sem calcular o custo dos juros. Quando o mercado vira, percebem que, mesmo sem prejuízo na ação, os juros já corroeram grande parte do lucro.

Segundo passo: a proporção de alavancagem nunca deve ultrapassar 50%

A relação dívida (alavancagem) é um indicador central de controle de risco. A recomendação geral é não ultrapassar 50%, ou seja, o valor do empréstimo não deve exceder 50% do capital próprio.

Mesmo com alta tolerância ao risco, não se deve ultrapassar essa linha vermelha. Porque, se passar, as perdas aceleram exponencialmente, levando ao liquidação forçada.

Terceiro passo: reservar fundos de emergência para imprevistos

Após pegar dinheiro emprestado, a gestão do fluxo de caixa torna-se crucial. Os investidores devem reservar de 3 a 6 meses de fundos de emergência para lidar com desemprego, doenças e outros imprevistos. Se não puder pagar a tempo, além de multas, sua reputação de crédito será afetada.

Quarto passo: estabelecer pontos de stop-loss e seguir disciplina rigorosamente

Stop-loss é a linha de vida do investidor alavancado. Antes de cada compra, defina um ponto de stop-loss; ao atingir esse nível, venda imediatamente, sem esperança de recuperação. Operações emocionais são a principal causa de perdas em investimentos alavancados.

Quinto passo: criar um plano e superar a negociação emocional

Investir com dinheiro emprestado traz uma pressão psicológica maior do que o investimento comum. É fácil cair na armadilha de perseguir altas ou vender em baixa, ou fazer negociações excessivas. A solução é simples: para cada investimento, escreva um plano claro, incluindo ponto de entrada, stop-loss e objetivo, e execute mecanicamente, sem deixar que as emoções intervenham.

Conclusão: investir com empréstimo exige maior autodisciplina

O investimento alavancado não é impossível, mas é muito mais difícil do que o investimento comum. Os investidores bem-sucedidos em empréstimos geralmente não são mais inteligentes, mas mais disciplinados e calmos.

Antes de usar qualquer forma de alavancagem, o investidor deve ter consciência clara de que, ao ampliar os ganhos, também está ampliando as perdas. Os verdadeiros mestres do investimento não são aqueles que usam alavancagem para ganhar muito dinheiro, mas aqueles que sabem quando não usar alavancagem.

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