No mundo das criptomoedas, poucos projetos ousam enfrentar uma questão central: como fazer uma blockchain totalmente transparente atender aos rigorosos requisitos regulatórios financeiros?
O projeto Dusk dedicou mais de seis anos a refletir sobre essa questão. Trata-se de uma blockchain Layer-1 criada especificamente para mercados financeiros regulados, cujo mainnet foi oficialmente lançado em 07 de janeiro de 2025, mantendo 100% de tempo de atividade desde então. Sua proposta é clara — atuar na interseção entre privacidade e conformidade, fornecendo infraestrutura para a tokenização de ativos do mundo real (RWA).
**Por que esse setor merece atenção?**
Existe um conflito fundamental entre finanças tradicionais e blockchain: as instituições financeiras precisam de conformidade, privacidade e auditabilidade, mas a maioria das blockchains públicas opta por transparência total ou privacidade completa. A abordagem do Dusk é oferecer ambos — permitindo que instituições financeiras, empresas e indivíduos emitam, negociem e liquidem ativos de valores mobiliários reais (ações, títulos, cotas de fundos etc.) na mesma cadeia, atendendo às regulamentações financeiras da UE como MiCA e MiFID II, além de proteger a privacidade comercial e de dados pessoais contra vazamentos.
O que isso significa? As instituições podem realizar atividades financeiras na blockchain sem depender de intermediários caros.
**Como a tecnologia central é implementada?**
O projeto utiliza algumas inovações-chave:
Primeiro, a tecnologia de provas de conhecimento zero (usando o esquema PLONK) combinada com contratos inteligentes confidenciais. Isso permite que valores de transação, detenção de ativos e informações de identidade permaneçam privados, enquanto os dados na cadeia ainda podem ser auditados — reguladores não veem os números específicos, mas podem verificar a validade do livro-razão.
O modelo de transação Phoenix e o Zedger são outro núcleo. Essa sistema realiza transações com privacidade total, mas mantém a auditabilidade na cadeia — parece contraditório, mas essa é a inovação do Dusk. Na camada de consenso, o projeto adotou uma variante de prova de participação chamada SBA (Segregated Byzantine Agreement), que inclui leilões cegos, bloqueios de tempo invisíveis e um sistema de reputação. Isso possibilita uma liquidação rápida em segundos e aumenta o grau de descentralização da rede.
Há também um plano futuro importante — o DuskEVM, previsto para o final de 2025, que será compatível com as ferramentas de desenvolvimento do Ethereum, permitindo que desenvolvedores criem contratos financeiros de privacidade usando Solidity, reduzindo a barreira de entrada.
**Qual é o estado atual do ecossistema?**
O projeto não começou do zero. O Dusk mantém uma parceria profunda com a bolsa regulada holandesa NPEX, tornando-se seu token utilitário para a plataforma de negociação centralizada compatível com MiCA. Além disso, colaborou com a Quantoz na emissão do stablecoin regulado EURQ (stablecoin em euros), já integrado a vários bancos custodiante.
Após o lançamento do mainnet, o foco principal é promover a tokenização de ativos reais na cadeia — ações, títulos, créditos de carbono, entre outros, estão nos planos. Além disso, há planos para Lightspeed L2 (compatível com Ethereum, mas com liquidação final na rede principal Dusk), expandindo ainda mais o ecossistema.
**Qual o papel do token DUSK?**
Como combustível central do ecossistema, o DUSK é utilizado para taxas de gás, staking para consenso, garantia na emissão de ativos e votação de governança. Quanto mais aplicações práticas o token tiver na corrida RWA, maior será a fidelidade do ecossistema.
De modo geral, o que o Dusk está fazendo é algo bastante desafiador — realizar conformidade institucional em uma cadeia totalmente pública. Essa direção é muito importante para o futuro dos RWA, especialmente no mercado europeu. Quanto ao sucesso final, dependerá da adoção prática do ecossistema.
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No mundo das criptomoedas, poucos projetos ousam enfrentar uma questão central: como fazer uma blockchain totalmente transparente atender aos rigorosos requisitos regulatórios financeiros?
O projeto Dusk dedicou mais de seis anos a refletir sobre essa questão. Trata-se de uma blockchain Layer-1 criada especificamente para mercados financeiros regulados, cujo mainnet foi oficialmente lançado em 07 de janeiro de 2025, mantendo 100% de tempo de atividade desde então. Sua proposta é clara — atuar na interseção entre privacidade e conformidade, fornecendo infraestrutura para a tokenização de ativos do mundo real (RWA).
**Por que esse setor merece atenção?**
Existe um conflito fundamental entre finanças tradicionais e blockchain: as instituições financeiras precisam de conformidade, privacidade e auditabilidade, mas a maioria das blockchains públicas opta por transparência total ou privacidade completa. A abordagem do Dusk é oferecer ambos — permitindo que instituições financeiras, empresas e indivíduos emitam, negociem e liquidem ativos de valores mobiliários reais (ações, títulos, cotas de fundos etc.) na mesma cadeia, atendendo às regulamentações financeiras da UE como MiCA e MiFID II, além de proteger a privacidade comercial e de dados pessoais contra vazamentos.
O que isso significa? As instituições podem realizar atividades financeiras na blockchain sem depender de intermediários caros.
**Como a tecnologia central é implementada?**
O projeto utiliza algumas inovações-chave:
Primeiro, a tecnologia de provas de conhecimento zero (usando o esquema PLONK) combinada com contratos inteligentes confidenciais. Isso permite que valores de transação, detenção de ativos e informações de identidade permaneçam privados, enquanto os dados na cadeia ainda podem ser auditados — reguladores não veem os números específicos, mas podem verificar a validade do livro-razão.
O modelo de transação Phoenix e o Zedger são outro núcleo. Essa sistema realiza transações com privacidade total, mas mantém a auditabilidade na cadeia — parece contraditório, mas essa é a inovação do Dusk.
Na camada de consenso, o projeto adotou uma variante de prova de participação chamada SBA (Segregated Byzantine Agreement), que inclui leilões cegos, bloqueios de tempo invisíveis e um sistema de reputação. Isso possibilita uma liquidação rápida em segundos e aumenta o grau de descentralização da rede.
Há também um plano futuro importante — o DuskEVM, previsto para o final de 2025, que será compatível com as ferramentas de desenvolvimento do Ethereum, permitindo que desenvolvedores criem contratos financeiros de privacidade usando Solidity, reduzindo a barreira de entrada.
**Qual é o estado atual do ecossistema?**
O projeto não começou do zero. O Dusk mantém uma parceria profunda com a bolsa regulada holandesa NPEX, tornando-se seu token utilitário para a plataforma de negociação centralizada compatível com MiCA. Além disso, colaborou com a Quantoz na emissão do stablecoin regulado EURQ (stablecoin em euros), já integrado a vários bancos custodiante.
Após o lançamento do mainnet, o foco principal é promover a tokenização de ativos reais na cadeia — ações, títulos, créditos de carbono, entre outros, estão nos planos. Além disso, há planos para Lightspeed L2 (compatível com Ethereum, mas com liquidação final na rede principal Dusk), expandindo ainda mais o ecossistema.
**Qual o papel do token DUSK?**
Como combustível central do ecossistema, o DUSK é utilizado para taxas de gás, staking para consenso, garantia na emissão de ativos e votação de governança. Quanto mais aplicações práticas o token tiver na corrida RWA, maior será a fidelidade do ecossistema.
De modo geral, o que o Dusk está fazendo é algo bastante desafiador — realizar conformidade institucional em uma cadeia totalmente pública. Essa direção é muito importante para o futuro dos RWA, especialmente no mercado europeu. Quanto ao sucesso final, dependerá da adoção prática do ecossistema.