O funcionário do Federal Reserve, Kashkari, afirmou recentemente que não espera que a inflação volte a disparar, e deixou claro que em janeiro não há impulso para cortar taxas, devendo manter-se as taxas inalteradas neste mês. Esta série de declarações envia sinais hawkish claros, refletindo a preocupação do Fed com a rigidez da inflação e o arrefecimento das expectativas de cortes futuros. No entanto, num contexto de aumento da pressão do governo Trump sobre o Fed, esta postura de independência política também enfrenta riscos.
Por que a postura hawkish de Kashkari é firme
Rigidez da inflação continua sendo a principal preocupação
Kashkari enfatizou que a decisão chave atualmente é qual problema o Fed deve focar: o mercado de trabalho em desaceleração ou a inflação ainda elevada e resistente. Sua resposta é clara — a inflação ainda representa uma ameaça principal. De acordo com os dados econômicos mais recentes, o PPI de novembro subiu para uma taxa anual de 3%, acima da expectativa de 2,7%, enquanto a inflação núcleo permanece em torno de 3%. Esses dados sustentam sua avaliação de que a inflação é resistente.
Postura de política já próxima do neutro
Kashkari admitiu que a postura atual do Fed está muito próxima do nível “neutro” — nem estimulando nem restringindo significativamente a economia. Nesse contexto, ele acredita que não há necessidade de cortar taxas em janeiro. Essa declaração sugere que, mesmo que haja espaço para cortes posteriormente, o momento não será breve.
Dados econômicos lhe dão confiança
Os dados econômicos de novembro indicam sinais de superaquecimento. As vendas no varejo subiram 0,6% mês a mês, superando as expectativas, indicando que o consumo ainda está forte. Essa resiliência econômica dá ao Fed motivos para manter cautela, sem pressa em cortar taxas para estimular.
Risco crescente de intervenção política e o desafio à independência do Fed
Pressão do governo Trump está aumentando
Kashkari destacou claramente que as ações do governo Trump contra o Fed “têm a ver com política monetária”, o que, na essência, é uma disputa de poder. Relatórios indicam que a frequência de ações do governo Trump contra o Fed aumentou significativamente, e até o Departamento de Justiça liderou investigações criminais contra Powell.
Candidato à presidência se torna foco
O mandato de Powell termina em maio de 2026, e a escolha do próximo presidente do Fed é uma questão urgente. Kashkari afirmou que, independentemente de quem assumir, a credibilidade deve ser prioridade. Essa declaração foi interpretada pelo mercado como uma preocupação de que a independência do Fed possa ser comprometida por interferências políticas.
Mercado já digere esse risco
Sempre que sinais de intervenção política aparecem, a volatilidade do mercado dispara. Isso indica que os investidores estão preocupados com a politização das decisões do Fed.
Impacto no mercado de criptomoedas
Expectativa de cortes de taxas permanece sob pressão
A postura hawkish de Kashkari pressionou as expectativas de cortes de taxas de curto prazo. Anteriormente, o mercado apostava em múltiplos cortes até 2026, mas essa previsão foi significativamente revisada para baixo. A redução nas expectativas de cortes geralmente prejudica ativos de risco.
Dólar forte pode continuar
Com a expectativa de cortes de taxas em declínio, o dólar permanece forte em relação a outras moedas, o que pode pressionar ativos criptográficos denominados em dólares.
Prêmio de risco político pode aumentar
Se a independência do Fed for ainda mais ameaçada, a confiança no sistema financeiro pode diminuir, levando a uma maior movimentação de fundos para ativos mais transparentes e com regras mais claras — incluindo criptomoedas. Contudo, essa migração só ocorrerá se o risco político realmente se concretizar.
Pontos-chave para o futuro
Embora Kashkari tenha fechado a porta para cortes em janeiro, deixou uma “ponta de esperança” — “há espaço para cortes mais tarde neste ano”. Isso significa que, se os dados de inflação mostrarem uma forte desaceleração, cortes ainda podem acontecer. Mas, com a inflação resistente e os dados econômicos atuais, esse momento provavelmente só chegará na segunda metade do ano.
Ao mesmo tempo, o mandato de Powell está chegando ao fim, e a escolha do próximo presidente influenciará diretamente a direção futura da política do Fed. Se o novo presidente ceder à pressão política, isso poderá alterar as expectativas do mercado quanto à independência e à coerência das políticas do Fed.
Resumo
As declarações mais recentes de Kashkari deixam claro que o Fed não está relaxando sua postura em relação à inflação, e as expectativas de cortes de taxas precisam esperar. Isso serve como um aviso para investidores que apostam em cortes a curto prazo. Mas o mais importante é que o Fed enfrenta uma pressão política sem precedentes, e o impacto final dessa pressão na independência da política monetária ainda é uma incógnita. Para o mercado de criptomoedas, o essencial é observar as mudanças reais na postura do Fed, e não se deixar levar pelo ruído político.
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Kashkari afirma: a inflação não vai disparar, mas em janeiro não há espaço para redução de juros
O funcionário do Federal Reserve, Kashkari, afirmou recentemente que não espera que a inflação volte a disparar, e deixou claro que em janeiro não há impulso para cortar taxas, devendo manter-se as taxas inalteradas neste mês. Esta série de declarações envia sinais hawkish claros, refletindo a preocupação do Fed com a rigidez da inflação e o arrefecimento das expectativas de cortes futuros. No entanto, num contexto de aumento da pressão do governo Trump sobre o Fed, esta postura de independência política também enfrenta riscos.
Por que a postura hawkish de Kashkari é firme
Rigidez da inflação continua sendo a principal preocupação
Kashkari enfatizou que a decisão chave atualmente é qual problema o Fed deve focar: o mercado de trabalho em desaceleração ou a inflação ainda elevada e resistente. Sua resposta é clara — a inflação ainda representa uma ameaça principal. De acordo com os dados econômicos mais recentes, o PPI de novembro subiu para uma taxa anual de 3%, acima da expectativa de 2,7%, enquanto a inflação núcleo permanece em torno de 3%. Esses dados sustentam sua avaliação de que a inflação é resistente.
Postura de política já próxima do neutro
Kashkari admitiu que a postura atual do Fed está muito próxima do nível “neutro” — nem estimulando nem restringindo significativamente a economia. Nesse contexto, ele acredita que não há necessidade de cortar taxas em janeiro. Essa declaração sugere que, mesmo que haja espaço para cortes posteriormente, o momento não será breve.
Dados econômicos lhe dão confiança
Os dados econômicos de novembro indicam sinais de superaquecimento. As vendas no varejo subiram 0,6% mês a mês, superando as expectativas, indicando que o consumo ainda está forte. Essa resiliência econômica dá ao Fed motivos para manter cautela, sem pressa em cortar taxas para estimular.
Risco crescente de intervenção política e o desafio à independência do Fed
Pressão do governo Trump está aumentando
Kashkari destacou claramente que as ações do governo Trump contra o Fed “têm a ver com política monetária”, o que, na essência, é uma disputa de poder. Relatórios indicam que a frequência de ações do governo Trump contra o Fed aumentou significativamente, e até o Departamento de Justiça liderou investigações criminais contra Powell.
Candidato à presidência se torna foco
O mandato de Powell termina em maio de 2026, e a escolha do próximo presidente do Fed é uma questão urgente. Kashkari afirmou que, independentemente de quem assumir, a credibilidade deve ser prioridade. Essa declaração foi interpretada pelo mercado como uma preocupação de que a independência do Fed possa ser comprometida por interferências políticas.
Mercado já digere esse risco
Sempre que sinais de intervenção política aparecem, a volatilidade do mercado dispara. Isso indica que os investidores estão preocupados com a politização das decisões do Fed.
Impacto no mercado de criptomoedas
Expectativa de cortes de taxas permanece sob pressão
A postura hawkish de Kashkari pressionou as expectativas de cortes de taxas de curto prazo. Anteriormente, o mercado apostava em múltiplos cortes até 2026, mas essa previsão foi significativamente revisada para baixo. A redução nas expectativas de cortes geralmente prejudica ativos de risco.
Dólar forte pode continuar
Com a expectativa de cortes de taxas em declínio, o dólar permanece forte em relação a outras moedas, o que pode pressionar ativos criptográficos denominados em dólares.
Prêmio de risco político pode aumentar
Se a independência do Fed for ainda mais ameaçada, a confiança no sistema financeiro pode diminuir, levando a uma maior movimentação de fundos para ativos mais transparentes e com regras mais claras — incluindo criptomoedas. Contudo, essa migração só ocorrerá se o risco político realmente se concretizar.
Pontos-chave para o futuro
Embora Kashkari tenha fechado a porta para cortes em janeiro, deixou uma “ponta de esperança” — “há espaço para cortes mais tarde neste ano”. Isso significa que, se os dados de inflação mostrarem uma forte desaceleração, cortes ainda podem acontecer. Mas, com a inflação resistente e os dados econômicos atuais, esse momento provavelmente só chegará na segunda metade do ano.
Ao mesmo tempo, o mandato de Powell está chegando ao fim, e a escolha do próximo presidente influenciará diretamente a direção futura da política do Fed. Se o novo presidente ceder à pressão política, isso poderá alterar as expectativas do mercado quanto à independência e à coerência das políticas do Fed.
Resumo
As declarações mais recentes de Kashkari deixam claro que o Fed não está relaxando sua postura em relação à inflação, e as expectativas de cortes de taxas precisam esperar. Isso serve como um aviso para investidores que apostam em cortes a curto prazo. Mas o mais importante é que o Fed enfrenta uma pressão política sem precedentes, e o impacto final dessa pressão na independência da política monetária ainda é uma incógnita. Para o mercado de criptomoedas, o essencial é observar as mudanças reais na postura do Fed, e não se deixar levar pelo ruído político.