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A jogada de Maduro, de facto, foi receber um rosto frio na cara, ainda por cima envolvendo a esposa, e apresentar ao mundo uma das mais autênticas aulas de hegemonia no estilo M!
No dia 2 de janeiro, Maduro ainda falou através de um jornalista, de forma bastante suave: disse que estava disposto a negociar um acordo de combate às drogas com os EUA, desde que o diálogo fosse sério; que os EUA poderiam entrar com capital americano na Venezuela se quisessem o petróleo venezuelano; e que até mesmo um acordo de desenvolvimento econômico completo poderia ser discutido.
Naquele momento, pensei que Maduro estivesse ou realmente assustado, percebendo que um confronto direto com os EUA não daria bom resultado, querendo se acalmar; ou então jogando o jogo do recuo estratégico, tentando primeiro enganar os EUA e ganhar um tempo para respirar. Mas quem poderia imaginar que os EUA nem sequer levaram a sério sua demonstração de boa vontade, nem se deram ao trabalho de responder, e na madrugada do dia 3 de janeiro, enviaram uma aeronave militar para invadir a capital venezuelana, prender Maduro e sua esposa, e dizem que os levaram diretamente de volta aos EUA!
Essa situação é realmente irônica. Maduro, com intenções de cooperação, tentou oferecer uma oliveira, pensando em trocar petróleo e acordos econômicos por paz, mas os EUA mostraram com ações concretas que, diante de uma hegemonia absoluta, suas concessões e concessões valem pouco. O que os EUA querem nunca foi um acordo de cooperação, mas sim controlar completamente a Venezuela, mantendo esse país petrolífero sob seu domínio.
Ainda mais interessante é que esse episódio serve de alerta para todos os que estão sob o olhar atento dos EUA: ao negociar condições com os EUA, nunca se deve imaginar que uma postura de submissão trará respeito. A lógica dos EUA sempre foi: quem me apoia prospera, quem se opõe perece. Desde que seus interesses não sejam atendidos, mesmo que você se dobre, eles ainda assim agirão sem hesitar quando for a hora. A experiência de Maduro é o exemplo mais vivo — diante do imperialismo, ceder não traz respeito; só com força própria sólida é que se consegue manter uma posição firme.