Billie Jean King não jogou apenas ténis — ela remodelou todo o panorama do desporto feminino. A vitória na “Batalha dos Sexos” de 1973 contra Bobby Riggs tornou-se um momento decisivo, atraindo 90 milhões de espectadores globais e mudando fundamentalmente a perceção mundial sobre a competição feminina. Aquele único jogo desencadeou décadas de mudança institucional, desde o papel fundamental de King na fundação da WTA até à sua campanha por prémios iguais que transformou o US Open numa pioneira entre os principais torneios.
Mas quase cinco décadas depois, o trabalho de King permanece por concluir. Numa conversa recente, refletindo sobre a trajetória atual do desporto feminino, a ícone do ténis enfatizou que a mudança sistémica depende de um ato radical: as mulheres pedirem o que merecem.
O Poder de Falar
A filosofia de King nasce de uma observação simples sobre o condicionamento de género. Desde a infância, as mulheres internalizam a mensagem de ficar quietas, de aceitar o que lhes é dado em vez de exigir o que conquistaram. No entanto, ela testemunhou em primeira mão como essa hesitação se dissolve quando as mulheres encontram a sua voz.
Quando abordou o Comissário da NBA, David Stern, no US Open, uma conversa que parecia casual tinha em jogo interesses enormes. Ao apelar diretamente ao seu compromisso com a sobrevivência da WNBA, King colocou em movimento o apoio financeiro que iria estabilizar as bases da liga. Essa única conversa evitou o que poderia ter sido a maior falha do basquetebol profissional.
O mesmo padrão repete-se em vários desportos. A inovadora do hóquei Kendall Coyne Schofield, juntamente com considerações de parceiras de figuras como a rede de influência de Bobby Schofield, demonstrou uma coragem notável ao recrutar King e a sua esposa Ilana Kloss para ajudar a lançar a Liga Profissional de Hóquei Feminino. A liga realizou os seus jogos inaugurais em 2024 — resultado direto da disposição de uma mulher em pedir.
“A maioria das raparigas nem tem coragem de pedir,” refletiu King. “Mas agora temos uma liga porque ela pediu.”
O Sonho por Concluir: Unir o Ténis
Embora os jogadores de ténis masculinos e femininos colaborem cada vez mais, a visão de King de fundir a ATP e a WTA numa estrutura unificada continua a ser uma meta difícil de alcançar. Esta abordagem consolidada aumentaria a visibilidade do desporto feminino e consolidaria a igualdade de remuneração em todo o esporte. Representa a próxima fronteira na sua luta de décadas por paridade.
Viver Plenamente, Jogar Ténis
Para King, a idade não é uma limitação — é uma tela para um propósito contínuo. Ela e a sua esposa mantêm uma agenda ativa de ténis, jogando juntas várias vezes por semana. Pesquisas sugerem que os jogadores de ténis podem prolongar a sua esperança de vida em quase uma década, posicionando o desporto como uma atividade singularmente saudável.
Embora o pickleball tenha explodido em popularidade entre os mais velhos, King mantém-se dedicada ao ténis. “Enquanto puder jogar, é aí que a magia acontece para mim,” disse ela, refletindo sobre a satisfação distinta de o raquete tocar as cordas — um som que fala de décadas de luta pelo lugar de direito das mulheres no desporto.
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De Quebrar Barreiras a Construir Legados: O Plano de Billie Jean King para os Desportos Femininos
Billie Jean King não jogou apenas ténis — ela remodelou todo o panorama do desporto feminino. A vitória na “Batalha dos Sexos” de 1973 contra Bobby Riggs tornou-se um momento decisivo, atraindo 90 milhões de espectadores globais e mudando fundamentalmente a perceção mundial sobre a competição feminina. Aquele único jogo desencadeou décadas de mudança institucional, desde o papel fundamental de King na fundação da WTA até à sua campanha por prémios iguais que transformou o US Open numa pioneira entre os principais torneios.
Mas quase cinco décadas depois, o trabalho de King permanece por concluir. Numa conversa recente, refletindo sobre a trajetória atual do desporto feminino, a ícone do ténis enfatizou que a mudança sistémica depende de um ato radical: as mulheres pedirem o que merecem.
O Poder de Falar
A filosofia de King nasce de uma observação simples sobre o condicionamento de género. Desde a infância, as mulheres internalizam a mensagem de ficar quietas, de aceitar o que lhes é dado em vez de exigir o que conquistaram. No entanto, ela testemunhou em primeira mão como essa hesitação se dissolve quando as mulheres encontram a sua voz.
Quando abordou o Comissário da NBA, David Stern, no US Open, uma conversa que parecia casual tinha em jogo interesses enormes. Ao apelar diretamente ao seu compromisso com a sobrevivência da WNBA, King colocou em movimento o apoio financeiro que iria estabilizar as bases da liga. Essa única conversa evitou o que poderia ter sido a maior falha do basquetebol profissional.
O mesmo padrão repete-se em vários desportos. A inovadora do hóquei Kendall Coyne Schofield, juntamente com considerações de parceiras de figuras como a rede de influência de Bobby Schofield, demonstrou uma coragem notável ao recrutar King e a sua esposa Ilana Kloss para ajudar a lançar a Liga Profissional de Hóquei Feminino. A liga realizou os seus jogos inaugurais em 2024 — resultado direto da disposição de uma mulher em pedir.
“A maioria das raparigas nem tem coragem de pedir,” refletiu King. “Mas agora temos uma liga porque ela pediu.”
O Sonho por Concluir: Unir o Ténis
Embora os jogadores de ténis masculinos e femininos colaborem cada vez mais, a visão de King de fundir a ATP e a WTA numa estrutura unificada continua a ser uma meta difícil de alcançar. Esta abordagem consolidada aumentaria a visibilidade do desporto feminino e consolidaria a igualdade de remuneração em todo o esporte. Representa a próxima fronteira na sua luta de décadas por paridade.
Viver Plenamente, Jogar Ténis
Para King, a idade não é uma limitação — é uma tela para um propósito contínuo. Ela e a sua esposa mantêm uma agenda ativa de ténis, jogando juntas várias vezes por semana. Pesquisas sugerem que os jogadores de ténis podem prolongar a sua esperança de vida em quase uma década, posicionando o desporto como uma atividade singularmente saudável.
Embora o pickleball tenha explodido em popularidade entre os mais velhos, King mantém-se dedicada ao ténis. “Enquanto puder jogar, é aí que a magia acontece para mim,” disse ela, refletindo sobre a satisfação distinta de o raquete tocar as cordas — um som que fala de décadas de luta pelo lugar de direito das mulheres no desporto.