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Advogada ligada ao Faraó do Bitcoin é solta 24h após ser presa
Source: PortaldoBitcoin Original Title: Advogada ligada ao Faraó do Bitcoin é solta 24h após ser presa Original Link: https://portaldobitcoin.uol.com.br/advogada-ligada-ao-farao-do-bitcoin-e-solta-24h-apos-ser-presa/ A advogada Kamila Martins Novais, presa durante a Operação Kryptolaundry da Polícia Federal, foi solta apenas 24 horas depois, após receber um alvará de soltura expedido pela Justiça.
Kamila é investigada por suspeita de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa ligada à GAS Consultoria, pirâmide de criptomoedas criada por Glaidson dos Santos, o “Faraó do Bitcoin”.
Segundo reportagens especializadas, Kamila foi presa mesmo já sendo monitorada por tornozeleira eletrônica, mas permaneceu na unidade prisional por apenas um dia. A Operação Kryptolaundry, desdobramento da Operação Kryptos de 2021, cumpriu 24 mandados de busca e apreensão e decretou nove prisões preventivas, investigando 45 pessoas físicas e jurídicas por suspeita de captação ilegal de recursos com criptoativos.
A Justiça determinou ainda o bloqueio de até R$ 685 milhões e o sequestro de imóveis. A PF e a Receita afirmam que o esquema teria movimentado mais de R$ 2,7 bilhões em cinco anos, prejudicando 62 mil investidores.
Kamila e o marido, Felipe José Silva Novais, são apontados como integrantes centrais do “Núcleo Brasília”, que teria expandido o esquema no Distrito Federal. O Ministério Público Federal afirma que o casal movimentou R$ 281,7 milhões por meio de empresas usadas para lavar dinheiro, incluindo o escritório da advogada.
Apesar da libertação, Kamila continua investigada por lavagem de dinheiro, crimes financeiros, falsidade ideológica e participação em organização criminosa.
Faraó do Bitcoin
A GAS Consultoria captava clientes com promessas de rendimentos que supostamente viriam do trade de criptomoedas. Mais tarde, seu modelo de operação de pirâmide financeira desencadeou uma série de investigações pelas autoridades brasileiras. As investigações falam em uma movimentação de R$ 38 bilhões pelo esquema ao longo dos anos.
Glaidson, que está preso desde 2021, ficou conhecido como “Faraó do Bitcoin”; sua esposa Mirelis Zerpa foi presa nos EUA e extraditada para o Brasil.