Casamento e responsabilidade



A essência do casamento nunca foi um apego romântico, mas sim um contrato baseado na vontade mútua, uma responsabilidade que se vive ao longo da vida.

O amor é a origem do casamento, mas não pode sustentar a sua durabilidade. O casamento, ao perder a sua vestimenta de paixão, acaba por retornar ao compromisso racional: é a fidelidade às promessas feitas ao parceiro, a proteção da continuidade da família, a escolha de não fugir nem abandonar diante das trivialidades, divergências e dificuldades.

Responsabilidade não é uma prisão do casamento, mas sim o seu núcleo. Exige que ambos deixem de lado o egoísmo, aprendam a tolerar e a perseverar, mantenham a conexão ao longo dos anos na simplicidade do quotidiano, e enfrentem juntos os riscos das tempestades da vida. Um casamento sem responsabilidade é apenas um refúgio frágil de emoções, que se desmorona ao menor obstáculo; somente com a responsabilidade como alicerce, o casamento pode transcender os altos e baixos emocionais, tornando-se uma companhia sólida e duradoura.

Em última análise, escolher o casamento é optar por assumir uma responsabilidade que não se pode delegar; e manter essa responsabilidade é a essência mais profunda do casamento.
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