O Reino Unido aceita pedido dos EUA para usar bases militares contra o Irã

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(MENAFN) O Primeiro-Ministro britânico Keir Starmer anunciou no domingo que Londres permitirá que Washington utilize bases militares britânicas para uma missão defensiva de âmbito restrito, à medida que o Irã intensifica a sua campanha de mísseis e drones na região do Golfo.

"Os Estados Unidos solicitaram permissão para usar bases britânicas para esse propósito defensivo específico e limitado.

“Tomámos a decisão de aceitar esse pedido – para impedir que o Irã dispare mísseis pela região, matando civis inocentes, colocando vidas britânicas em risco e atingindo países que não estiveram envolvidos”, afirmou Starmer numa declaração.

A decisão, destacou, baseia-se no princípio da autodefesa coletiva — proteger aliados de longa data e salvaguardar vidas britânicas no estrangeiro.

A escalada resulta de uma ofensiva majoritária dos EUA e de Israel lançada sábado, que matou o Líder Supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, juntamente com vários altos funcionários de segurança. Teerã retaliou com ondas de ataques de drones e mísseis contra Israel e ativos regionais dos EUA, levando ao encerramento generalizado do espaço aéreo nos países do Golfo.

Autoridades iranianas, após confirmação oficial da morte de Khamenei, prometeram vingança, declararam um período de luto nacional de 40 dias e estabeleceram um conselho de governo interino para gerir a transição até à nomeação de um sucessor.

Starmer foi categórico ao afirmar que a Grã-Bretanha não será envolvida em operações ofensivas.

"Não estivemos envolvidos nos ataques iniciais ao Irã e não participaremos de ações ofensivas agora.

“Mas o Irã está a seguir uma estratégia de terra queimada — por isso, apoiamos a autodefesa coletiva dos nossos aliados e do nosso povo na região, porque essa é a nossa obrigação para com o povo britânico”, acrescentou.

O Primeiro-Ministro defendeu a medida como “a melhor forma de eliminar a ameaça urgente” e o caminho mais viável para evitar que o conflito se transforme numa guerra regional mais ampla.

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