Havia uma rapariga de quem gostava muito na universidade. Ela também gostava de mim.


Mas quando a convidei para sair, ela recusou amavelmente. Disse que tinha anemia falciforme.
Naquele momento, não percebia por que isso nos impediria. Para mim, não mudou nada. Gosto muito dela.
Dois anos após me formar, tentei ligar-lhe para a felicitar quando terminou o seu trabalho. A linha estava cortada.
Aproximei-me dos seus colegas de turma.
Foi então que soube que ela tinha falecido poucos dias após a defesa do seu projeto.
Fiquei entorpecido durante dias.
Então tudo fez sentido. Talvez estivesse a proteger-me. Talvez não quisesse que carregasse com o peso das visitas ao hospital, das crises de dor e da incerteza. Talvez não quisesse vincular alguém a uma batalha que ela travava em silêncio.
Algumas pessoas amam-te o suficiente para se afastar.
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