Provavelmente já ouviu a expressão em Wall Street: "Não tente apanhar uma faca a cair." É um aviso que se aplica tanto aos investimentos quanto à cozinha. Assim como não pegaria uma faca em queda (por razões óbvias), entrar em ações que estão a descer pode cortar diretamente os retornos da sua carteira.



Mas aqui está o problema—muitos investidores ainda tentam apanhar uma faca a cair de qualquer maneira. A tentação é grande, especialmente quando uma ação parece barata ou oferece dividendos enormes. Então vamos analisar o que realmente são essas ações de faca a cair e por que são tão perigosas.

Ações de faca a cair são aquelas que continuam a descer e não mostram sinais reais de parar, mesmo que à primeira vista possam parecer atraentes. O apelido faz sentido porque, se continuar a investir nelas na esperança de uma recuperação, está basicamente a apostar contra os fundamentos. E é assim que as carteiras ficam danificadas.

Deixe-me explicar algumas armadilhas comuns em que as pessoas caem:

Primeiro: dividendos ultra-altos. Claro, dividendos são ótimos—historicamente, contribuíram aproximadamente um terço dos retornos do S&P 500 desde os anos 1920. Mas quando vê uma ação com rendimento de 8%, 10% ou até mais, isso geralmente é um sinal de alerta, não uma luz verde. Esses rendimentos extremos não significam que a empresa seja generosa. Normalmente, indicam que o preço da ação caiu bastante. Se uma empresa pagava 4% e a ação foi cortada pela metade, de repente mostra 8%—mas isso não é dinheiro grátis, é um sinal de aviso. Quando os fundamentos deterioram-se assim, as empresas geralmente cortam os dividendos. Por isso, perseguir ações de faca a cair com rendimentos loucamente altos quase nunca acaba bem.

Depois, há armadilhas de valor. São ações que parecem extremamente baratas no papel—baixos rácios preço/lucro, negociando abaixo do valor patrimonial, todas as métricas que parecem uma pechincha. O problema? Elas permanecem baratas por um motivo. A Ford é o exemplo clássico aqui. Tem negociado aproximadamente ao mesmo preço há mais de 25 anos, presa numa armadilha de P/E baixo que nunca realmente se recuperou. Os investidores continuaram a pensar que iria recuperar, e nunca aconteceu. Essa é a armadilha—acreditar numa recuperação que talvez nunca venha.

A terceira armadilha é a mais emocional: apostar mais em ações que caíram forte. Uma ação caiu $100 uma vez, agora está a 30 dólares, então, obviamente, vai subir de novo, certo? Errado. Só porque algo atingiu um preço no passado, não quer dizer que vai acontecer novamente. Já vi carteiras completamente destruídas por investidores que tentaram apanhar uma faca a cair adicionando mais ações à medida que os preços continuavam a descer. Claro, o mercado geral eventualmente faz novas máximas, mas ações individuais? Muitas delas nunca voltam aos seus antigos picos.

A lição verdadeira aqui é simples: não compre uma ação só porque ela está em queda. Não apanhe uma faca a cair na esperança de que se recupere magicamente. Analise os fundamentos, entenda por que ela está a cair e pergunte-se se há realmente uma razão para acreditar que vai virar. Na maioria das vezes, não há. É isso que separa um investimento inteligente de uma carteira danificada.
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