Sistema de recompensas de influenciadores vazado exposto, crise de confiança da comunidade de criptomoedas agrava-se

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Geração do resumo em andamento

Das informações confidenciais de influenciadores vazadas revelaram a realidade oculta da indústria de criptomoedas. Mais de 200 criadores renomados receberam quantias elevadas, enquanto a maioria não revelou qualquer relação financeira com investidores, evidenciando uma grave questão de transparência e ética no setor.

Vazamento de tabela de preços de mais de 200 influenciadores e revelação de promoções ocultas

O investigador on-chain ZachXBT publicou, no outono de 2025, um documento com os valores de recompensa de mais de 200 influenciadores de criptomoedas nas redes sociais. A lista detalhava as tarifas por postagem, preferências de pagamento e endereços de carteira para transferências.

Os valores variavam bastante. Influenciadores de alto nível cobravam até 20 mil dólares por postagem, enquanto contas menores recebiam algumas centenas de dólares por tweet. Pacotes de múltiplas postagens com descontos também eram oferecidos.

O mais chocante foi a violação massiva das regras de divulgação. Segundo ZachXBT, mais de 160 contas tinham contratos de pagamento, mas menos de 5 claramente identificaram o conteúdo como patrocinado. Ou seja, mais de 95% das postagens promocionais eram pagas, mas os seguidores acreditavam que eram recomendações espontâneas.

Órgãos reguladores como a Federal Trade Commission (FTC) e a Advertising Standards Authority (ASA) exigem que conteúdos pagos sejam claramente identificados. Ignorar essa obrigação faz com que o público interprete opiniões como isentas de interesses financeiros, criando demanda artificial por projetos não verificados.

Problemas estruturais revelados pelo contrato de 60 mil dólares de Attity

Na lista vazada, Attity chamou atenção por seu endereço Solana e uma taxa de 60 mil dólares, relativamente alta. Após a divulgação, Attity emitiu uma declaração oficial explicando o valor.

Segundo Attity, os 60 mil dólares não eram por uma única postagem, mas por um contrato abrangente de várias semanas de marketing na plataforma. Inicialmente, o foco era na promoção geral, mas depois o cliente pediu posts em threads, memes e comentários. Na fase final, também participou na promoção de pré-venda de tokens, sob pressão, e reconheceu que deveria ter divulgado a relação financeira.

Attity afirmou ainda que o cliente solicitou expressamente que as postagens parecessem naturais, sem intenção de prejudicar seguidores. Lamentou a falta de transparência e relatou ter recebido ameaças após uma pré-venda fracassada.

“Não participei de rug pulls nem prejudiquei ninguém. Recebi por postar sobre a plataforma, mas não divulguei isso, peço desculpas.”, declarou oficialmente.

Repetidos esquemas de promoção fraudulenta com memes como CR7 e $LIBRA

Por trás do vazamento, há problemas mais profundos na indústria. Influenciadores frequentemente elevam o preço de tokens por curto período, antes de uma queda rápida.

No início de 2025, o meme coin CR7, associado falsamente a Cristiano Ronaldo, atingiu uma capitalização de 1,43 bilhões de dólares, mas colapsou logo depois. Os influenciadores que espalharam a fraude apagaram suas postagens posteriormente.

Outro caso foi a promoção do token $LIBRA pelo presidente argentino Javier Milei, que gerou reações políticas e suspeitas de fraude. Esses exemplos mostram como o marketing de influenciadores pode se transformar em fraudes contra investidores.

Avisos das autoridades e necessidade de regras mais rígidas

A lista vazada revela como esse modelo de negócio é organizado e operado sistematicamente. O envio direto para carteiras mostra que o movimento de fundos ocorre sem contratos formais ou fiscalização.

Especialistas alertam que o sistema atual falha na responsabilização. Como as regras de divulgação são frequentemente ignoradas, investidores comuns não conseguem distinguir se o entusiasmo é genuíno ou manipulado.

Autoridades reguladoras reforçam que, mesmo com rótulos de “marketing”, promoções não divulgadas violam diretrizes e podem enganar investidores. É urgente aplicar regras mais rigorosas de transparência e fiscalização na indústria.

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