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De separações a biliões: Como Musk e SpaceX sobreviveram a 2008
No dia 13 de dezembro, Wall Street foi inundada por notícias que explodiam como um foguete Falcon Heavy: A SpaceX, na sua mais recente rodada de venda de ações, foi avaliada em 800 mil milhões de dólares. Segundo rumores, Musk prepara um IPO para 2026, planejando arrecadar mais de 30 mil milhões de dólares, e a avaliação final da empresa deve atingir astronômicos 1,5 trilhão de dólares. Se correr bem, a SpaceX tornará-se a maior oferta pública da história da humanidade, e Musk – o primeiro bilionário da história. Mas, para entender até onde esse homem chegou, é preciso recuar 23 anos, quando um empreendedor inexperiente parecia um sonho suicida.
Os observadores do mercado estão encantados com os números, mas poucos percebem a realidade dramática por trás deles. O caminho até esse sucesso passou por abismos que Musk quase nunca deixou. Especialmente no ano em que tudo desabou ao mesmo tempo.
Quando o programador começou a construir foguetes
Em 2001, Musk, com 30 anos, acabara de arrecadar mais de 100 milhões de dólares com suas ações do PayPal, estando no típico “ponto de liberdade de vida” do Vale do Silício. Poderia seguir o caminho de Marc Andersen – tornar-se investidor, conselheiro, ou até não fazer nada. Em vez disso, escolheu um cenário que todos os especialistas do setor consideravam loucura: queria construir foguetes e viajar para Marte.
Após ler inúmeros manuais de engenharia, Musk colocou uma planilha na mesa. Sua análise revelou algo chocante – os gigantes tradicionais do espaço, como Boeing e Lockheed Martin, inflacionavam artificialmente os custos até dezenas de vezes. Cada parafuso custava centenas de dólares. Musk fez uma pergunta que se revelou revolucionária: “Quanto realmente custam o alumínio e o titânio? Por que o componente final custa mil vezes mais?”
Baseando-se nessa lógica simples – a chamada “primeira princípio” – Musk, junto de dois amigos, foi até a Rússia comprar um foguete Dniepr recondicionado. A reunião com o Escritório de Design Lavochkin terminou em humilhação. O engenheiro russo cuspiu no americano milionário, e a equipe ouviu: “Vá embora, se não tem dinheiro.” No voo de volta, o humor era sombrio, mas Musk mexia algo no laptop. Depois de um tempo, virou-se para seus colegas e mostrou a planilha: “Ei, acho que podemos fazer isso nós mesmos.” Foi nesse momento que nasceu a SpaceX.
2008: Quando tudo desmoronou
Em fevereiro de 2002, em um antigo armazém em El Segundo, perto de Los Angeles, Musk fundou a SpaceX, investindo 100 milhões de dólares dos lucros do PayPal como capital inicial. A ideia era simples – tornar-se a “Southwest Airlines do setor espacial”, oferecendo um serviço de transporte espacial barato e confiável. Mas a realidade foi brutal. Construir foguetes exigia investimentos astronômicos, e a SpaceX enfrentou o monopólio de gigantes envelhecidos, que tinham não só tecnologia, mas também profundas conexões governamentais.
O primeiro foguete Falcon 1 explodiu após 25 segundos. A segunda tentativa, em 2007, perdeu controle. A terceira, em agosto de 2008, foi a pior de todas – o primeiro e o segundo estágio colidiram sobre o Pacífico, e poucos meses antes, a família de Musk se desfez.
2008 foi um ano infernal para Musk. A crise financeira global atingiu o mundo, a Tesla estava à beira da falência, e sua esposa, com quem tinha um relacionamento há dez anos, o deixou. A SpaceX tinha recursos apenas para um – o último – lançamento. Se o Falcon 1 não decolasse, a empresa faliria, e Musk perderia tudo o que construiu.
Nesse momento, chegou uma notícia que o deixou de coração partido. Seus ídolos de infância – Neil Armstrong, “o primeiro homem na Lua”, e Eugene Cernan, “o último homem na Lua” – manifestaram publicamente dúvidas sobre seu projeto. Armstrong afirmou duramente: “Você não entende aquilo que não conhece.” Ao lembrar desse momento, Musk chorou diante das câmeras. Não chorou durante as explosões dos foguetes, nem quando a Tesla quase quebrou. Mas as palavras de seus heróis de infância o quebraram. “É realmente difícil” – disse ele. “Gostaria muito que eles vissem o quanto trabalho tenho feito.”
A última decolagem, a última chance
Em 28 de setembro de 2008, no centro de controle, reinava o silêncio. Todos sabiam que era a última esperança. Sem declarações dramáticas, apenas a respiração dos funcionários e olhares concentrados nas telas. O foguete foi lançado, uma chama ardente iluminou a noite. Desta vez, não explodiu. Após 9 minutos, o motor desligou-se conforme o planejado, e a carga entrou na órbita prevista.
“Conseguimos!”
No centro de controle, explodiram gritos de alegria, Musk ergueu as mãos, e seu irmão Kimbal chorou de felicidade. A SpaceX tornou-se a primeira empresa privada do mundo a lançar com sucesso um foguete em órbita. Essa notícia salvou não só a empresa, mas também deu esperança a Musk de que o possível era real.
No mesmo dia 22 de dezembro, Musk recebeu uma ligação de William Gerstenmaier, chefe do programa espacial da NASA. Boas notícias: a SpaceX recebeu um contrato de 1,6 bilhão de dólares para 12 missões de transporte de carga. “Amo a NASA” – exclamou Musk, e até trocou a senha do computador para “ilovenasa”. Depois de atravessar o abismo, a SpaceX sobreviveu.
Foguetes reutilizáveis mudam o jogo
A inovação tecnológica ainda estava por vir. Quase todos os engenheiros eram contra a mais nova ideia de Musk: foguetes devem ser reutilizáveis. Especialistas diziam que isso não fazia sentido do ponto de vista comercial – “ninguém coleta copos de papel descartáveis”. Mas Musk insistia. Sua lógica era diferente: se aviões fossem descartados após cada voo, ninguém poderia voar. O espaço nunca seria acessível a todos se os foguetes fossem descartáveis.
Em 21 de dezembro de 2015, essa visão virou realidade. O Falcon 9, com 11 satélites, decolou de Cape Canaveral. Após 10 minutos de voo, o primeiro estágio retornou ao local de decolagem e pousou verticalmente na Flórida, como num filme de ficção científica. As antigas regras da indústria espacial foram destruídas. A era da astronautica barata começou graças a essa então “perdedora” companhia.
Aço inoxidável ao invés de fantasias de fibras
Quando a SpaceX começou a trabalhar no Starship, capaz de colonizar Marte, caiu na armadilha dos “materiais avançados”. O setor achava que uma nave leve precisava de compostos caros de fibra de carbono. A SpaceX investiu milhões em moldes de produção. Mas o progresso lento preocupou Musk, que voltou às suas primeiras regras e fez as contas: fibra de carbono custa 135 dólares por quilo, enquanto aço inoxidável 304 – o mesmo usado em panelas – custa apenas 3 dólares por quilo.
Quando engenheiros protestaram que o aço era pesado demais, Musk apontou um fato físico fundamental: a temperatura de fusão. A fibra de carbono resiste mal a altas temperaturas e precisa de placas térmicas pesadas e caras. O aço inoxidável tem ponto de fusão a 1.400 graus e, em temperaturas baixas de oxigênio líquido, sua resistência aumenta. Considerando toda a massa do sistema de isolamento, uma nave feita de aço inoxidável pesa o mesmo que uma de fibra de carbono, mas custa 40 vezes menos.
Essa decisão libertou a SpaceX das limitações da produção de precisão. Não precisaram de salas limpas sofisticadas, bastou montar um toldo no deserto do Texas e soldar as naves como torres de água – se quebrar, limpam e soldam de novo no dia seguinte.
Starlink: a máquina de fazer dinheiro
A inovação tecnológica impulsionou a valorização. De 1,3 bilhão em 2012, para 400 bilhões em julho de 2024, e hoje em 800 bilhões – a SpaceX “subiu na nave”. Mas o segredo não está apenas nos foguetes, e sim no Starlink.
Antes do Starlink, a SpaceX era um espetáculo televisivo para o público comum – às vezes uma explosão, às vezes um pouso. O Starlink mudou tudo. Essa constelação de milhares de satélites em órbita baixa tornou-se o maior provedor de internet do mundo, transformando o “espetáculo” do espaço em uma infraestrutura tão básica quanto água ou energia.
Seja em um navio no meio do Pacífico ou em uma zona de guerra, basta um receptor do tamanho de uma caixa de pizza, e o sinal chega de centenas de quilômetros acima da Terra. Isso não só mudou o cenário global de comunicação, como também virou uma fonte constante de receita para a SpaceX.
Até novembro de 2025, o Starlink tinha 7,65 milhões de assinantes ativos no mundo todo, embora os usuários reais fossem mais de 24,5 milhões. O mercado norte-americano representa 43% das assinaturas, enquanto Coreia, Sudeste Asiático e outros mercados emergentes respondem por 40% dos novos usuários. Wall Street avaliou a SpaceX com esse valor, não pelo número de lançamentos, mas pelas receitas recorrentes do Starlink.
Dados financeiros indicam que a SpaceX projeta receitas de 15 bilhões de dólares em 2025 e entre 22 e 24 bilhões em 2026, sendo mais de 80% provenientes do negócio do Starlink. A SpaceX passou por uma transformação espetacular – de contratada de foguetes espaciais a gigante global de telecomunicações.
Antes do IPO: combustível para Marte
Antes de Musk mudar de ideia e querer abrir capital, ele era publicamente contra. Em uma conferência da SpaceX em 2022, disse aos funcionários: “Entrar na bolsa é um convite ao sofrimento, e o preço das ações só distrai.” Três anos se passaram – o que mudou?
A resposta é simples: as ambições de Musk crescem mais rápido que seus recursos. Segundo o cronograma, em dois anos o primeiro Starship fará um pouso não tripulado em Marte. Em quatro anos, humanos pisarão na terra vermelha. Sua visão final – construir uma cidade autossuficiente em Marte em 20 anos com 1.000 naves – ainda exige investimentos astronômicos.
Em várias entrevistas, Musk afirmou claramente: “O único objetivo de acumular riqueza é tornar a humanidade uma ‘espécie multiplanetária’.” Sob essa perspectiva, centenas de bilhões de dólares de um IPO não representam o fim da história, mas o começo de um capítulo ainda mais ambicioso.
Se a SpaceX levantar 30 bilhões de dólares com o IPO, vai bater o recorde da Saudi Aramco de 2019 (29 bilhões). Algumas instituições financeiras preveem uma avaliação final de até 1,5 trilhão de dólares – o que colocaria a SpaceX na liderança global, ameaçando a Saudi Aramco (avaliada em 1,7 trilhão) e entrando para o seleto grupo das maiores empresas listadas na bolsa.
Por trás desses números astronômicos, os funcionários das fábricas em Boca Chica e Hawthorne estão mais animados do que nunca, dormindo no chão com Musk e sobrevivendo ao “inferno da produção” – vão se tornar milionários, e até bilionários. Para Musk, porém, isso não é uma “saída com lucro” no sentido tradicional, mas um “abastecimento caro” antes do sprint final.
Todos estamos ansiosos para ver se o maior IPO da história da humanidade se tornará algo mais do que mais um recorde bilionário. Se se transformará em iates e mansões, ou se será aquilo que Musk prometeu – combustível, aço e oxigênio que irão traçar o caminho para Marte.