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Lawrence Fink×BlackRock:Como a gestão de ativos na era da IA vai transformar o futuro dos investimentos
BlackRock atualmente gere cerca de 12,5 trilhões de dólares em ativos. Este sucesso deve-se à liderança de 50 anos do CEO e fundador Laurence Fink no setor financeiro, aliado a investimentos constantes em inovação tecnológica. Aqui, exploramos a filosofia de gestão de Laurence Fink e a visão de futuro da indústria, através de uma entrevista com Leon Kalvaria, do Citi Global Banking.
Laurence Fink: 50 anos de uma infância na Costa Oeste até à liderança financeira
Laurence Fink nasceu na Califórnia, típico rapaz da Costa Oeste. Em janeiro de 1976, na sua primeira entrevista em Nova Iorque, viu neve pela primeira vez. Na altura, usava acessórios de turquesa, cabelo comprido e trajava um fato castanho ao visitar o First Boston.
A Wall Street daquela época era muito diferente. Em 1976, o capital total dos bancos de investimento era cerca de 200 milhões de dólares, operando quase como empresas familiares, com uma abordagem conservadora e pouco disposta a assumir riscos. O First Boston foi um dos primeiros a colocar Laurence Fink na divisão de trading, uma decisão incomum na altura.
Desde os 10 anos, Laurence trabalhou numa sapataria, o que moldou a sua visão de vida. Seus pais eram socialistas, valorizando o estudo e a responsabilidade individual. Repetiam-lhe: “Se não te saíres bem na vida, não culpes os outros, é tua responsabilidade.” Essa lição tornou-se a base da sua liderança.
Aos 27 anos, tornou-se o mais jovem managing director, aos 31 entrou no comité executivo e, aos 34, passou a fazer parte da direção. Contudo, também enfrentou grandes fracassos. Entre 1984 e 1985, liderou o setor mais lucrativo da empresa, atingindo recordes trimestrais, mas no segundo trimestre de 1986, registou uma perda de 100 milhões de dólares.
Esse fracasso ensinou-lhe duas lições importantes: a ilusão de que tinha a melhor equipa e percepção de mercado, e a distração na luta por quota de mercado com a Salomon Brothers. A causa principal foi operar sem ferramentas de gestão de risco, assumindo riscos que ninguém percebia. Essa experiência foi fundamental para a fundação da BlackRock.
Demorou um ano e meio a recuperar, durante o qual recebeu várias propostas de parcerias na Wall Street. Contudo, Laurence recusou repetir os mesmos erros e começou a considerar uma mudança para o mercado de buy-side.
Sistema Aladdin e tecnologia de securitização: a cultura de gestão de risco criada por Laurence Fink
A verdadeira mudança na Wall Street veio com a chegada do computador pessoal. Em 1983, alguns computadores foram introduzidos na divisão de hipotecas, substituindo ferramentas simples como Monroe ou HP-12C.
Com os computadores, tornou-se possível reestruturar pools de hipotecas e calcular suas características de fluxo de caixa. A análise em tempo real e o processamento de dados permitiram criar o processo de securitização. Derivados como swaps de juros também surgiram com a aplicação de tecnologia nas trading floors.
A fundação da BlackRock nasceu da assimetria de mercado: os vendedores tinham tecnologia superior aos compradores. Laurence decidiu criar uma empresa para preencher essa lacuna.
No início, dois dos oito fundadores eram especialistas em tecnologia. Investiram 25 mil dólares na SunSpark, uma estação de trabalho lançada em 1988, para desenvolver ferramentas próprias de análise de risco. Desde o início, a cultura da empresa foi focada no desenvolvimento de ferramentas de risco, que permanecem centrais até hoje.
Essa estratégia mostrou-se decisiva em 1994, na falência do Kidder Peabody. Aproveitando a relação com a GE, ofereceram serviços de análise de risco ao CEO Jack Welch e ao CFO Dennis Damerman. Apesar de se esperar que Goldman Sachs fosse a escolhida, a GE optou pelo sistema Aladdin da BlackRock.
Laurence propôs: “Não quero honorários de consultoria, quero uma comissão baseada no sucesso.” Em nove meses, a carteira de ativos gerada trouxe à BlackRock a maior comissão de consultoria da história da GE.
Decisão crucial: Laurence decidiu abrir o sistema Aladdin também aos concorrentes, não só aos clientes. Essa estratégia fortaleceu a vantagem competitiva da BlackRock, ao tornar sua tecnologia uma referência na indústria, aumentando a confiança e influência da empresa.
Durante a crise de 2008, essa confiança foi fundamental. A BlackRock tornou-se consultora principal do governo dos EUA. No fim de semana do colapso do Bear Stearns, analisou rapidamente a carteira de ativos do JPMorgan, apoiando a avaliação de risco de sexta a sábado. Foi solicitada pelo Tesouro e pelo Fed, atuando como parte do governo.
Essa obsessão por gestão de risco moldou toda a trajetória da empresa.
IA e tokenização de ativos: o futuro que Laurence Fink prevê para os investimentos
Laurence Fink acredita que as maiores tendências futuras em investimento e gestão de ativos serão a inteligência artificial (IA) e a tokenização de ativos financeiros.
As inovações tecnológicas das empresas de tecnologia superam as instituições financeiras tradicionais. O New Bank no Brasil expandiu-se para o México, e plataformas digitais como a Trade Republic na Alemanha estão a revolucionar o setor. São exemplos claros do poder disruptivo da tecnologia.
A BlackRock criou, em 2017, um laboratório de IA na Universidade de Stanford, desenvolvendo algoritmos de otimização. Com 12,5 trilhões de dólares sob gestão e uma enorme quantidade de operações, a inovação tecnológica é imprescindível. Laurence acredita que esses investimentos permitem à gestora retornar às suas responsabilidades essenciais.
No início, a IA de grande escala favorece grandes operadores, que têm capacidade de custos. Mas, com a evolução para a segunda geração de IA, essa vantagem será progressivamente reduzida. A vantagem tecnológica atual da BlackRock é maior do que há cinco anos, mas não é eterna.
O segredo é evoluir continuamente. A BlackRock adquiriu a Prequin, uma empresa de dados de mercados privados, e está a integrar a plataforma de análise de private equity E-Front com o sistema Aladdin. Essa integração possibilita gerir carteiras de ativos públicos e privados, elevando a capacidade de gestão de risco.
A fusão de mercados públicos e privados afetará investidores individuais, institucionais e planos de aposentadoria 401k, numa tendência irreversível, segundo Laurence.
Bitcoin como ‘ativo de medo’: a visão de Laurence Fink sobre o valor real da blockchain
Antes, Laurence Fink criticava o Bitcoin, chamando-o de “moeda de lavagem de dinheiro e roubo”, numa reunião com Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, em 2017.
Porém, após a pandemia, essa visão mudou radicalmente. Uma mulher no Afeganistão usou Bitcoin para pagar salários a trabalhadoras que o Talibã tinha confiscado. Com o sistema bancário controlado, as criptomoedas tornaram-se uma saída.
Laurence começou a reconhecer o valor da tecnologia blockchain por trás do Bitcoin, que é uma forma de valor não substituível. O Bitcoin não é uma moeda, mas uma ferramenta de proteção contra riscos sistêmicos, um hedge para o futuro incerto.
As pessoas detêm Bitcoin por preocupações com a segurança nacional e a desvalorização da moeda. Cerca de 20% das reservas globais de Bitcoin estão em mãos de não residentes na China, evidenciando seu papel.
A evolução da blockchain e das stablecoins pode diminuir a posição do dólar como moeda global, representando um risco estrutural para a economia dos EUA.
Confiança como capital: a filosofia de liderança de Laurence Fink e seu impacto na indústria
A essência do setor de gestão de ativos é o resultado. Não se trata de rotatividade ou volume de transações, mas de resultados concretos. Laurence Fink sempre seguiu esse princípio.
A BlackRock está profundamente envolvida nos sistemas de aposentadoria globais. É a terceira maior gestora de fundos de aposentadoria no México, a maior gestora estrangeira no Japão e a maior administradora de fundos de aposentadoria no Reino Unido. Essa posição baseia-se na confiança de longa data, não apenas no volume de ativos.
Desde 2008, governadores de bancos centrais e ministros das finanças de vários países mantêm diálogo frequente com Laurence Fink. Essas conversas permanecem confidenciais, sem contratos formais, mas baseadas na confiança, garantindo que informações não vazem.
Antes de assumir novos cargos, Laurence Fink costuma reunir-se pessoalmente com os líderes. Já conversou com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, e o chanceler alemão, Olaf Scholz, antes de suas nomeações. Essa rede de confiança é um ativo difícil de replicar.
Em 1999, quando a BlackRock foi fundada, seu valor de mercado era de 700 milhões de dólares. Desde então, o conselho de administração tornou-se um pilar da empresa. Laurence sempre buscou aconselhamento externo, incluindo executivos de Merrill Lynch e outras grandes empresas.
Atualmente, líderes como Chuck Robbins, CEO da Cisco, oferecem insights tecnológicos, enquanto Fabrizio Freda, ex-CEO da Estée Lauder, contribui com estratégias de marketing. Essa diversidade de conhecimentos sustenta o crescimento contínuo da BlackRock.
O princípio central da liderança de Laurence Fink é “aprender continuamente”. Mesmo após 50 anos na indústria, ele busca fazer de cada dia o melhor possível. Liderar uma grande empresa não permite pausas; é preciso dar o máximo sempre.
“Somente com dedicação total, de corpo e alma, podemos manter nossa autoridade na conversa e na indústria. Essa autoridade é conquistada diariamente pelo mérito, nunca dada de graça.”
Essa é a convicção de Laurence Fink, que impulsiona a BlackRock como uma gigante global.