As empresas globais de mineração de cobalto moldam a cadeia de abastecimento de baterias em 2024-2026

A importância estratégica da mineração de cobalto aumentou dramaticamente à medida que o mundo avança para veículos elétricos e armazenamento de energia renovável. Impulsionadas pela forte procura do setor de baterias de íon de lítio, as empresas globais de mineração de cobalto estão agora a operar numa capacidade sem precedentes. Segundo dados do US Geological Survey, a extração mundial de cobalto atingiu 230.000 toneladas métricas em 2023, marcando um novo pico na indústria. Esta expansão foi principalmente catalisada por grandes operações de mineração de cobalto na República Democrática do Congo (RDC) e na Indonésia, com a RDC a dominar esmagadoramente 74 por cento do fornecimento global de cobalto.

Domínio de Mercado e Expansão da Produção

A República Democrática do Congo consolidou-se como o centro indiscutível da mineração mundial de cobalto, com uma produção em 2023 de 170.000 toneladas métricas — quase três quartos do fornecimento mundial. Este domínio reflete não só vantagens geológicas, mas também as capacidades operacionais das principais empresas de mineração de cobalto que investiram fortemente na região. A Indonésia ocupa o segundo lugar, contribuindo com aproximadamente 17.000 toneladas métricas por ano. Para investidores que procuram exposição a este setor crítico, compreender o panorama das principais operações de mineração de cobalto oferece insights valiosos sobre a dinâmica da cadeia de abastecimento e oportunidades de investimento.

As Cinco Principais Operações na Extração de Cobalto

A S&P Global Market Intelligence identifica cinco operações principais que impulsionam a produção global de cobalto. Estas instalações representam o auge da eficiência na mineração de cobalto e capacidade de produção.

Tenke Fungurume: A Potência de Produção

Tenke Fungurume, operando na província de Lualaba, na RDC, entregou 28.500 toneladas métricas de cobalto em 2023. Esta operação é controlada pelo grupo chinês CMOC (que detém 80 por cento) juntamente com a entidade estatal de mineração da RDC, Gécamines (20 por cento). A parceria tornou-se notória após o acordo de 2 mil milhões de dólares entre a CMOC e a Gécamines em julho de 2023, resolvendo uma disputa sobre royalties. Além da produção de cobalto, Tenke Fungurume é o principal produtor de cobre da RDC. Os volumes de produção aumentaram dramaticamente — quase 85 por cento desde 2020. Esta trajetória ajudou a CMOC a superar a Glencore em janeiro de 2024, tornando-se a maior empresa de mineração de cobalto do mundo, uma mudança decisiva na liderança do setor.

Kamoto: A Pedra Angular da Glencore

A instalação de cobre e cobalto de Kamoto, situada na província de Katanga, gerou 27.600 toneladas métricas de cobalto em 2023, sob uma estrutura de joint venture. A Glencore controla 75 por cento da Kamoto Copper Company, enquanto a Gécamines detém 25 por cento. Nos últimos três anos, a produção de cobalto nesta operação aumentou mais de 15 por cento. Além da mina subterrânea principal, este complexo de mineração de cobalto inclui as instalações a céu aberto KOV e Mashamba East, bem como a refinaria Luilu em Kolwezi, criando um ecossistema de produção integrado.

Kisanfu: Capacidade Revolucionária

Kisanfu, também localizada na província de Lualaba, atingiu uma produção de 27.000 toneladas métricas em 2023, tornando-se uma força transformadora para as empresas de mineração de cobalto em 2024. Esta operação de grande escala entrou em funcionamento no segundo trimestre de 2023, com 95 por cento de propriedade dividida entre a CMOC (75 por cento) e a CATL, gigante chinesa de baterias (25 por cento), enquanto o governo da RDC mantém 5 por cento. A aquisição do depósito Kisanfu pela CMOC em 2020, da Freeport McMoRan, posicionou a empresa para capitalizar a crescente procura por metais de bateria. Analistas do setor atribuem a startup do Kisanfu como um dos principais fatores por trás do excedente de oferta de cobalto sem precedentes em 2023.

Metalkol RTR: Extração Sustentável

A Metalkol RTR, operando na província de Haut-Katanga sob gestão do Eurasian Resources Group (ERG) Africa, produziu 14.700 toneladas métricas em 2023 — um aumento de 40 por cento em relação a 2020. Esta instalação hidrometalúrgica reprocessa resíduos históricos de cobalto e cobre, convertendo resíduos de mineração legados em produção valiosa. O compromisso da ERG com o Responsible Minerals Assurance Process distingue esta operação no setor de mineração de cobalto. As iniciativas da empresa para reduzir o impacto ambiental local e melhorar as práticas laborais atraíram um acordo de fornecimento emblemático em 2024 com a Electra Battery Materials, que construirá na Ontário, Canadá, a primeira refinaria de sulfato de cobalto de grau para baterias na América do Norte. Esta parceria exemplifica como empresas responsáveis de mineração de cobalto estão a remodelar as cadeias de abastecimento globais.

Mutanda: Recuperação e Análise de Viabilidade

A mina de cobre e cobalto de Mutanda, na província de Lualaba, operada pela subsidiária integral da Glencore, Mutanda Mining, produziu 11.200 toneladas métricas em 2023. A mina compreende três operações a céu aberto com uma vida útil estimada de 25 anos. Após ter sido colocada em manutenção em 2019 devido a preços desfavoráveis do cobalto, a Glencore iniciou uma reabertura faseada em outubro de 2021. Contudo, persistem desafios: a Reuters relatou em novembro de 2023 que a diminuição da qualidade do minério de óxido superficial poderia reduzir a produção anual de cobalto em 15 por cento, a menos que a Glencore se comprometa a minerar sulfuretos mais profundos. A empresa está atualmente a avaliar estudos de viabilidade para informar esta decisão estratégica crucial.

Importância Estratégica para as Empresas de Mineração de Cobalto

A posição da China como maior consumidora de cobalto e principal processadora de cobalto refinado reforça a natureza estratégica destas operações de mineração. Quase 87 por cento do consumo de cobalto na China apoia a sua indústria de baterias de íon de lítio, tornando a produção na RDC essencial para as cadeias globais de fornecimento de baterias. Por outro lado, a ascensão recente do Canadá ao topo do ranking da BloombergNEF na cadeia de abastecimento de baterias de íon de lítio indica uma mudança de dinâmica que poderá remodelar a geografia do processamento de cobalto nos próximos anos.

O panorama da mineração de cobalto continua a evoluir à medida que as empresas equilibram a expansão da produção, a responsabilidade ambiental e a resiliência da cadeia de abastecimento. Para os interessados na transição energética, estas empresas e operações de mineração de cobalto permanecem centrais para compreender a segurança dos materiais para baterias até 2026 e além.


Esta análise sintetiza dados atuais do setor e apresenta uma perspetiva atualizada sobre a extração global de cobalto e operações de empresas de mineração.

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