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Zhao Changpeng aponta os desafios essenciais na adoção de criptomoedas — o dilema entre privacidade e transparência
Co-fundador da Binance, Zhao Changpeng (CZ), levantou uma questão profunda na indústria de blockchain. Ele apontou que a falta de privacidade está a impedir a adoção de grandes ativos on-chain por investidores institucionais. Durante um painel na CoinDesk Consensus Hong Kong, líderes do setor expressaram repetidamente a mesma preocupação.
A transparência total oferecida pelas blockchains públicas tem sido elogiada como uma oposição fundamental ao sistema financeiro tradicional. Mas a realidade é mais complexa. O histórico de transações e valores totalmente públicos podem representar fraquezas críticas na gestão empresarial e na administração de patrimônios pessoais.
Justificativas para a falta de privacidade dificultar a adoção
CZ explicou o problema com cenários específicos. Imagine uma empresa pagando salários a funcionários via on-chain. Nos sistemas atuais de criptomoedas, rastrear a blockchain revela exatamente quem recebeu quanto, o que equivale a divulgar toda a estrutura salarial da empresa.
Da mesma forma, grandes transações comerciais também representam um problema. Valores, partes envolvidas e detalhes da transação ficam acessíveis a qualquer pessoa no mundo, uma realidade inaceitável para empresas competitivas e investidores institucionais. CZ afirma que essa “falta de privacidade” é o maior obstáculo que impede a adoção de criptomoedas na Wall Street e na mainstream.
A verdadeira estrutura de privacidade buscada por investidores institucionais
Fábio Frontini, CEO da Abraxas Capital Management, também falou na mesma mesa sobre o sentimento dos investidores institucionais. Eles não buscam “privacidade absoluta”, mas uma abordagem mais refinada.
“Privacidade é extremamente importante em grandes transações, especialmente para investidores institucionais”, disse Frontini. O ponto central é que a transparência total nem sempre é a melhor solução. O ideal seria uma estrutura onde as transações possam ser auditadas e monitoradas, mas as partes envolvidas só sejam reveladas a pessoas autorizadas.
Ou seja, investidores institucionais querem que reguladores e compliance possam verificar “quem” fez “o quê”, sem que essas informações sejam públicas. Essa abordagem busca equilibrar a transparência do blockchain com a privacidade prática.
O desafio e o potencial de uma transação de 50 milhões de dólares do JP Morgan
Um exemplo concreto ilustra a gravidade do problema. Em 2024, o JP Morgan emitiu um título comercial de 50 milhões de dólares na blockchain Solana para a Galaxy Digital. Essa operação demonstrou, pela primeira vez, que produtos de dívida tokenizados podem ser realizados em grande escala em blockchains públicas para investidores institucionais.
A Coinbase Global e a Franklin Templeton adquiriram esses títulos, que foram pagos instantaneamente com USDC, a stablecoin do Circle, possibilitando uma liquidação quase em tempo real. Emma Lovett, líder de crédito na equipe de tecnologia de ledger descentralizado do JPMorgan, destacou o sucesso dessa inovação, mas também apontou limitações sérias.
“Investidores institucionais querem um mundo onde seu endereço não seja associado a uma única pessoa, e essa pessoa não tenha acesso a todo o histórico de transações”, enfatizou Lovett. Ou seja, a viabilidade da transação foi comprovada, mas a ausência de privacidade revelou-se o maior obstáculo para a on-chainização de grandes fundos institucionais.
Equilibrando execução segura e privacidade
Thomas Restucci, CEO do provedor de liquidez para investidores institucionais B2C2, apresentou outro elemento crucial: “execução garantida”. Não basta apenas privacidade; é necessário garantir segurança e confiabilidade na transação.
“Os investidores institucionais ainda enfrentam um ambiente desconfortável. Eles precisam de mais do que tecnologia — precisam de parceiros confiáveis”, afirmou Restucci. Considerando transações de trilhões de dólares, o nível de segurança e confiança deve ser extremamente alto.
Algumas blockchains já estão focadas em aprimorar recursos de privacidade e desenvolver soluções específicas para o setor institucional. Essas iniciativas indicam uma busca do setor por resolver o dilema entre privacidade e transparência.
A próxima fase da adoção de criptomoedas
A observação de CZ não é apenas uma questão técnica. Ela revela uma condição essencial para que as criptomoedas atinjam adoção em massa. A transparência é uma força do setor, mas a adoção real no mundo físico exige mecanismos de privacidade adequados.
A visão comum dos líderes do setor, incluindo CZ, é que privacidade e transparência não são conceitos mutuamente exclusivos. Com protocolos bem projetados, é possível conciliá-los. Se isso for alcançado, a adoção em larga escala por Wall Street e pelo mainstream acelerará significativamente.
O próximo grande marco na indústria de criptomoedas depende da resolução desse desafio.