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Venezuela está realmente a acumular $60 mil milhões em Bitcoin? Um especialista da indústria diz que não
A Controvérsia que Está Dividindo a Comunidade Cripto
Um relatório bombástico divulgado no último fim de semana afirma que a Venezuela acumulou secretamente cerca de $60 bilhões em Bitcoin. A alegação, publicada pelo Project Brazen, sugeriu que o governo de Nicolás Maduro adquiriu esses ativos digitais por meio de três canais: trocas de ouro orquestradas pelo então Ministro do Interior Alex Saab em 2018, pagamentos de receitas de petróleo denominados em Bitcoin e equipamentos de mineração confiscados de mineradores locais. À primeira vista, parece plausível—afinal, anos de sanções internacionais bloquearam a Venezuela dos sistemas financeiros tradicionais, tornando as criptomoedas uma solução alternativa atraente.
Os Números Não Batem
Mas aqui é onde as coisas ficam interessantes. Segundo dados do Bitcointreasuries, as participações oficiais de Bitcoin da Venezuela totalizam apenas 240 BTC—valendo aproximadamente $22 milhões. Para contexto, o governo dos EUA possui 328.372 BTC avaliados em cerca de $30 bilhões. A cifra de $60 bilhões faria da Venezuela uma das maiores detentoras de Bitcoin do mundo, mas praticamente não há evidências públicas que apoiem essa afirmação.
Um Nativo da Venezuela Desfaz a Teoria
Entra em cena Mauricio di Bartolomeo, cofundador da plataforma de empréstimos em criptomoedas Ledn. Tendo crescido na Venezuela e com raízes familiares na cena de mineração de criptomoedas do país desde 2014, Bartolomeo está numa posição única para comentar essas alegações. Seu veredicto? Ele não acredita. “Não há nada nos registros públicos que confirme isso”, afirmou Bartolomeo de forma direta. “Há tanta corrupção, desvio de dinheiro e dinheiro desaparecido na Venezuela que não acredito que uma quantidade significativa pudesse ter se acumulado.”
O ceticismo de Bartolomeo não é teórico—é baseado em experiência vivida. Os próprios equipamentos de mineração de sua família foram apreendidos por autoridades governamentais em 2018. Os equipamentos só foram devolvidos cinco anos depois, e quando retornaram, estavam completamente desgastados pelo uso intenso, sugerindo que o governo tinha operado as máquinas por conta própria. Se o Estado realmente estivesse acumulando Bitcoin silenciosamente nessa escala, argumenta Bartolomeo, a infraestrutura seria muito diferente do que realmente aconteceu.
A Verdadeira História Cripto na Venezuela
O que realmente acontece na Venezuela conta uma história diferente. Stablecoins tornaram-se muito mais comuns do que Bitcoin enquanto os venezuelanos comuns enfrentam a hiperinflação. Famílias usam tokens atrelados ao dólar, como USDC e Tether, para enviar remessas através das fronteiras porque oferecem taxas de câmbio melhores do que as transferências tradicionais. Isso nos mostra o que os cidadãos venezuelanos realmente precisam do mercado de criptomoedas—estabilidade, não especulação.
O Problema da Verificação
Aqui está o desafio fundamental: como a blockchain é descentralizada e pseudônima, é quase impossível provar de forma definitiva quem detém o quê. Se a Venezuela realmente possui uma reserva oculta de Bitcoin, teoricamente poderiam mantê-la em segredo indefinidamente. Mas o ônus da prova recai sobre aqueles que fazem a alegação extraordinária, e até agora, nenhuma evidência concreta apareceu.
Por enquanto, a comunidade cripto mainstream permanece cautelosa. Embora a narrativa de $60 bilhões seja atraente, veteranos do setor como Bartolomeo apontam que as evidências simplesmente não existem. Até que algo concreto surja, essa história de “reserva sombra” continuará sendo o que é: uma especulação intrigante, nada mais.