Vejamos por outro prisma: o mercado que o vibe coding ocupa hoje é aquele que, em tempos, foi o sonho do low-code — um grupo de pessoas que não sabe programar, mas quer criar produtos arrastando e largando elementos.



O principal problema que o low-code não conseguiu resolver foi a rigidez e falta de flexibilidade, além do elevado custo de aprendizagem. O vibe coding, por outro lado, veio logo de início com programação por voz, onde o que vês é o que obténs.

Além disso, este público-alvo não precisa de criar um produto comercial logo à partida. O objetivo é primeiro criar um brinquedo que os satisfaça e só depois dedicar muito dinheiro a tentar comercializá-lo.

Por isso, o low-code cometeu dois erros graves:

1. Fez infraestruturas mas tentou vendê-las diretamente como produto
2. Experiência de utilização fraca e flexibilidade quase nula

O cursor mudou completamente o paradigma: passou de agradar programadores para agradar não-programadores, especialmente empresários, trabalhadores independentes e criadores de outras áreas com mais poder financeiro.

Estas pessoas aceitam facilmente pagar duzentos dólares para lhes criarem um site de apresentação ou uma página de produto apelativa, algo que a maioria dos programadores nunca aceitaria fazer.

Assim, o cursor foi um sucesso total, e o termo “low-code” foi definitivamente substituído por vibe coding — programação por voz.
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